O empresário Pablo Marçal, pré-candidato à Presidência pelo PRTB, assegurou que não pretende proteger outros postulantes na corrida de 2026 e revelou que mantém entendimento apenas com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em conversa telefônica logo após registrar sua candidatura, Marçal disse ao parlamentar: “Siga seu caminho em paz, que você não terá problema comigo”. A declaração foi feita em tom de distensão, mas também de independência.
Segundo o empresário, nenhum outro candidato teria relação próxima com Flávio. “Não fiquem preocupados comigo; quem já decidiu o voto, siga com seu voto. Não tem ninguém nessa campanha para servir de escudo. Então, antes de falarem besteira, pensem que o Capitão América chegou com o escudo”, ironizou.
Marçal fez questão de se apresentar como alguém sem vínculos de subordinação política. “Ninguém manda em mim, a não ser o próprio Deus”, afirmou, em tom de desafio aos críticos.
O empresário também explicou os motivos que o levaram a entrar na disputa presidencial. “Entrei nesse negócio para responder a um chamado do meu coração. Que eu serei o presidente do país, é absoluta certeza da minha alma. Se é nessa eleição, se é na próxima, se é na outra… não sou um cara impaciente. Eu sei esperar”, declarou.
Ao analisar o cenário eleitoral, Marçal resumiu a disputa a três nomes. “Virtualmente, só tem três candidatos: eu, o Flávio e o Lula”, disse, referindo-se ao presidente da República.
Sobre o candidato do Missão, Renan Santos, Marçal afirmou que ele atuaria como uma linha auxiliar do petismo. “O Renan, aparentemente, conseguiu liberar o partido dele de forma que ele tem de prestar continência a alguém. Não o vejo atacando o Lula”, comentou.
Para Marçal, o comportamento de Renan sugere algo oculto. “O modus operandi mostra que tem alguma coisa por trás”, avaliou, sem apresentar provas.
A candidatura de Marçal foi registrada no sábado, 15, último dia do prazo, após decisão liminar da Justiça Eleitoral de São Paulo que reconheceu sua filiação ao PRTB. Na ocasião, ele apresentou sua declaração de bens, documento que lista imóveis, veículos, participações societárias, contas bancárias e investimentos.
Vale lembrar que Marçal está inelegível até 2032, em razão de condenações ligadas à eleição municipal de São Paulo em 2024. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) manteve uma das punições por abuso de poder político, econômico e dos meios de comunicação, além de multa de R$ 420 mil. O caso envolve um “concurso de cortes”, em que eleitores eram incentivados a produzir e divulgar vídeos do empresário nas redes sociais.
Marçal ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Antes de retornar ao PRTB, ele estava no União Brasil e era cotado para disputar uma vaga no Senado por São Paulo. Pesquisa Genial/Quaest de julho indicava que ele tinha 9% das intenções de voto para o cargo.
Fonte: O Antagonista





























