A esposa do jogador de futebol Hector Bello foi localizada sem vida nesta quinta-feira (25) entre os destroços do edifício onde residia com a família, no estado de La Guaira, uma das áreas mais castigadas pelos terremotos que abalaram a Venezuela.
Em uma publicação nas redes sociais, o zagueiro de 28 anos expressou a dor pela perda: “Você nos deixou sozinhos nessa luta, mamãe. Você me deixou sozinho com nossa filha”.
A filha do casal, ainda um bebê, foi retirada com vida dos escombros. O prédio onde moravam desabou após os fortes tremores que sacudiram o norte do país.
Hector Bello, que estava sem clube na temporada atual, atuou até 2025 pelo Bolívar SC, equipe da cidade de Ciudad Bolívar, na Venezuela, como defensor.
A morte da esposa do atleta acontece em meio ao trabalho contínuo das equipes de resgate, que seguem empenhadas em localizar desaparecidos e salvar sobreviventes presos sob os escombros.
Outro jogador do futebol sul-americano também foi diretamente afetado pela catástrofe. O argentino Lucas Trejo informou que parte de sua família está desaparecida desde os terremotos.
As equipes de emergência permanecem nas áreas devastadas, enquanto familiares buscam notícias de entes queridos que não deram sinal de vida.
Os dois abalos sísmicos ocorreram na quarta-feira (24), com magnitudes de 7,2 e 7,5, separados por apenas 39 segundos, sendo os mais intensos registrados na Venezuela em mais de um século.
Os tremores causaram o colapso de prédios, danificaram severamente a infraestrutura de Caracas e cidades vizinhas, e foram percebidos também na Colômbia e em partes do Brasil.
De acordo com o último balanço oficial do governo venezuelano, a tragédia já soma 235 mortos, 1.520 feridos e cerca de 200 pessoas ainda soterradas.
Além das vítimas confirmadas, uma plataforma criada por voluntários para auxiliar nas buscas registra 43.308 ocorrências de desaparecidos. Desse total, 39.989 seguem sem contato, enquanto 3.319 já foram localizados.
Os esforços de resgate continuam concentrados na remoção de sobreviventes e na identificação dos corpos.
A dimensão da catástrofe mobilizou ajuda internacional. Estados Unidos, Brasil, El Salvador, México e Ucrânia anunciaram o envio de equipes de apoio para as operações de busca e resgate.
Os Estados Unidos também destinaram um pacote de US$ 150 milhões em assistência humanitária, além do envio de especialistas em emergências, bombeiros, médicos e engenheiros para reforçar os trabalhos nas regiões mais atingidas.
Em avaliação preliminar, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que, dada a magnitude dos tremores e o grau de destruição, o número final de mortos pode superar 10 mil pessoas.
Fonte: Metrópoles






























