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ESCÂNDALODe empreendedor a pivô de fraude bilionária: a trajetória de Daniel Vorcaro

Herdeiro de família abastada, ele construiu fortuna e influência nos Três Poderes, até ser apontado como figura central em esquema criminoso investigado pela Polícia Federal.

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Daniel Bueno Vorcaro emergiu da obscuridade empresarial para tornar-se milionário e, em seguida, protagonista do que é considerado o maior escândalo financeiro já ocorrido no país. Sua ascensão foi impulsionada por promessas de retornos excepcionais a investidores, canalizadas pelo conglomerado que tinha o Banco Master como sua principal vitrine. Paralelamente, ele cultivava relacionamentos nos Três Poderes da República, utilizando esses contatos para facilitar seus negócios.

Investigações conduzidas pela Polícia Federal revelam que Vorcaro não hesitava em agradar pessoas influentes, especialmente senadores, com presentes generosos. Os mimos incluíam desde jantares em locais exóticos ao redor do mundo até apartamentos de alto padrão, itens que as autoridades tratam como propina em troca de favorecimentos.

Nascido em Belo Horizonte, o empresário descende de uma família com tradição no setor imobiliário e religioso. Seu pai, Henrique Moura Vorcaro, era corretor de imóveis, e seu avô, Serafim Vorcaro, imigrante italiano que se tornou pastor protestante. Essa herança religiosa os levou a frequentar a Igreja Batista da Lagoinha, onde o patriarca adquiriu uma emissora de televisão, a Rede Super, para uso da congregação.

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Daniel Vorcaro estudou economia e concluiu um MBA pelo Ibmec, já atuando como empreendedor desde a juventude. Aos 19 anos, administrou uma editora de livros didáticos pertencente ao pai, negócio que foi vendido posteriormente devido a discordâncias na gestão. Ele então seguiu no mundo empresarial, ingressando no ramo imobiliário em 2004 por meio de empresas familiares como Multipar e Mercatto, ambas fundadas por seu genitor.

Em 2010, pela Multipar, Vorcaro anunciou a construção do que seria o maior hotel de Minas Gerais, um investimento de R$ 200 milhões. No entanto, o projeto nunca saiu do papel e tornou-se um dos exemplos mais emblemáticos de promessas não cumpridas relacionadas à Copa do Mundo de 2014, resultando em um elefante branco no centro de Belo Horizonte. O verdadeiro salto em sua carreira e patrimônio viria após sua entrada no setor financeiro, mas, de acordo com a PF, por meio de irregularidades.

A virada decisiva aconteceu em 2018, quando Vorcaro e seus sócios adquiriram o Banco Máxima, instituição fundada em 1974 e controlada por Saul Sabbá, que havia sido desabilitada pelo Banco Central e estava falida. O nome foi mantido até 2019, quando o novo controlador o rebatizou como Banco Master, iniciando uma trajetória que culminaria no escândalo atual.

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Fonte: Diário do Brasil Notícias

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