Menu

SUPERADOFlávio Bolsonaro trata financiamento de filme como caso encerrado e critica Lula

Candidato afirma que prestação de contas já foi feita e desvia foco para o governo petista.

publicidade

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, declarou nesta quinta-feira (20) que considera superada a polêmica em torno do financiamento do filme “Dark Horse”, que aborda a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele afirmou que a prestação de contas da produção já foi entregue, mas não forneceu detalhes sobre os valores arrecadados, os custos ou o destino dos recursos.

A declaração foi feita durante uma visita a uma comunidade em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, quando foi questionado pela CNN Brasil sobre o assunto. Flávio evitou aprofundar o tema e preferiu redirecionar as críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao seu filho, mencionando supostas reuniões com empresários e a intenção de mudar o comando do Banco Central.

“Olha, já aconteceu. Inclusive eu vi a própria prestação de contas que foi feita do filme, foi vazada do processo que responderam e viram que estava tudo certinho. Agora, quem tem que prestar contas é o Lula, não sou eu”, afirmou o senador, em tom de desafio.

Na sequência, Flávio relacionou o caso a encontros entre Lula e os empresários Augusto Lima e Daniel Vorcaro, sugerindo que haveria promessas de troca no Banco Central para beneficiar negociações privadas. Ele também questionou por que o filho do presidente teria interesses em manter recursos no exterior.

Leia Também:  Fiocruz identifica fragmentos de proteínas para vacina mais ampla contra malária

“Quem tem que dar explicação é o Lulinha, por que ele quer que o futuro dele esteja na Suíça e não aqui no Brasil? Então, na nossa parte está tudo, página virada. Quem deve explicação agora é o PT, que é o governo mais corrupto e incompetente da história do Brasil”, completou.

A controvérsia sobre o longa teve início em maio, quando o senador afirmou à CNN que estava “100% disposto” a divulgar o contrato de financiamento. Na ocasião, ele garantiu que o dinheiro recebido de Vorcaro, então dono do Banco Master, foi totalmente aplicado na produção, mas mencionou que a liberação do documento dependeria de regras de conformidade de um fundo privado baseado nos Estados Unidos.

Pouco depois, Flávio solicitou à produtora Go Up Entertainment um levantamento detalhado das despesas e prometeu apresentá-lo em até 30 dias. Em junho, uma perícia contratada pela defesa da produtora estimou o custo total do filme em cerca de R$ 75 milhões, somando gastos no Brasil e no exterior.

O laudo apontou que os recursos vieram do Havengate Development Fund, um fundo norte-americano, mas não revelou os nomes dos investidores por trás da operação. A origem do dinheiro, no entanto, segue sendo alvo de investigação.

Leia Também:  André do Prado oficializa pré-candidatura ao Senado com chapa que inclui Tarcísio, Derrite e Flávio

Em julho, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a abrir inquérito para apurar os repasses feitos por Vorcaro ao projeto. A investigação tenta rastrear cerca de R$ 61 milhões que teriam sido destinados à produção e verificar se houve alguma irregularidade ou contrapartida envolvendo Flávio.

O processo corre em sigilo, e o filme, que narra a trajetória de Jair Bolsonaro, ainda não foi lançado. O caso “Dark Horse” foi um dos principais obstáculos enfrentados pelo senador durante a pré-campanha, dificultando sua arrancada inicial nas pesquisas.

Apesar disso, a equipe de campanha avalia que o cenário atual é mais favorável, com Flávio se aproximando do presidente Lula nas intenções de voto e sem novos escândalos atingindo sua imagem. A crise com Michelle Bolsonaro também é tratada como resolvida internamente.

Diante disso, a estratégia adotada é minimizar o episódio e sustentar que a prestação de contas é de responsabilidade da produtora, reiterando que ela já foi realizada, ainda que sem divulgação pública. Nesta semana, o coordenador da campanha, Rogério Marinho (PL), também respondeu de forma semelhante ao ser questionado sobre o tema em Brasília.

Fonte: CNN Brasil

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade