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JUSTIÇATJAC abre seleção de estágio para mulheres egressas do sistema prisional

Tribunal de Justiça do Acre publica edital com 10 vagas para estágio de inclusão social, com bolsa de um salário mínimo e auxílio-transporte.

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O Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC) divulgou, na segunda-feira (17), o Edital nº 1/2026, que estabelece as regras do processo seletivo para concessão de bolsas de estágio no âmbito do Programa de Estágio de Formação e Inclusão Social. A iniciativa é voltada exclusivamente para mulheres cisgênero e transgênero que tenham passado pelo sistema prisional, com o intuito de apoiar sua reintegração à sociedade e estimular a continuidade dos estudos superiores.

Conforme o documento, publicado no Diário da Justiça, serão oferecidas dez vagas para atuação na Comarca de Rio Branco. Podem concorrer estudantes regularmente matriculadas em cursos de graduação, tanto presenciais quanto a distância, em instituições de ensino superior reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC). Também há possibilidade de participação para aquelas que já foram aprovadas em processos seletivos e estejam prestes a começar a graduação, desde que comprovem a matrícula no momento da convocação.

As selecionadas receberão bolsa-auxílio mensal equivalente a um salário mínimo vigente, além de auxílio-transporte e seguro contra acidentes pessoais. O estágio terá duração inicial de 12 meses, podendo ser prorrogado por mais um ano, conforme as condições previstas no edital. A jornada inclui um dia por semana reservado para atividades acadêmicas, com acesso às dependências do TJAC, incluindo computadores e internet, respeitadas as normas internas de segurança e funcionamento.

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O processo seletivo será realizado em etapa única, por análise curricular, considerando critérios como vulnerabilidade socioeconômica, maternidade e raça, entre outros especificados no edital. Das dez vagas imediatas, sete são para ampla concorrência, uma é reservada a pessoas com deficiência e duas para candidatas pretas e pardas. Para pessoas indígenas e quilombolas, haverá cadastro de reserva, com convocações conforme novas oportunidades durante a validade do certame.

Segundo o edital, as candidatas devem ter cadastro no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP 2.0) e se enquadrar na definição de mulher egressa, conforme a Resolução CNJ nº 307/2019. Essa condição abrange mulheres que estiveram presas, inclusive provisoriamente, e que posteriormente foram soltas por decisão judicial, seja em liberdade definitiva, em regime aberto, em livramento condicional ou que tenham sido absolvidas ou condenadas a penas alternativas.

As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet, entre as 8h do dia 20 de agosto e as 14h do dia 31 de agosto de 2026, por meio de formulário eletrônico disponibilizado no site do TJAC. Não será exigida documentação no ato da inscrição; os comprovantes serão solicitados apenas na convocação das selecionadas. Para a comprovação de matrícula, será necessário apresentar atestado atualizado e histórico escolar, ou comprovante oficial de aprovação no caso de ingressantes. A condição de egressa poderá ser atestada por Certidão de Execução Penal, documento do IAPEN/AC ou certidões de bases oficiais como o BNMP 2.0.

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A iniciativa prevê ainda a proteção da privacidade das participantes. Informações sobre a situação criminal serão tratadas sigilosamente, e os resultados publicados não mencionarão a condição criminal das candidatas, utilizando apenas dados de identificação autorizados. Mulheres transgênero poderão usar nome social durante todo o processo, inclusive em comunicações oficiais. O programa também permite a participação de instituições de ensino conveniadas ou credenciadas ao MEC, conforme as condições do edital.

Fonte: TJ Acre

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