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CRISE NO STF

Barroso e Fux discutem em sessão e troca de acusações expõe clima tenso no STF

Divergência sobre relatoria de processo da Cide gerou bate-boca público e encerramento antecipado da sessão
Ministro Luiz Fux, que também integra a Corte, tiveram uma discussão pública com Luiz Roberto Barroso. Foto: Rosinei Coutinho/STF.

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O Supremo Tribunal Federal (STF) viveu um momento de tensão nesta quinta-feira (14), quando o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, e o ministro Luiz Fux trocaram acusações durante a sessão plenária.

A discussão começou após Fux reclamar da perda da relatoria de um processo que analisava regras de incidência da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). Ele sustentou que a divergência no julgamento havia sido pontual e não justificaria a mudança de relator.

🔍 O estopim da briga

Segundo Fux, não houve qualquer oferta para que permanecesse como relator. Barroso, no entanto, afirmou que fez a proposta e que Fux recusou, pedindo para não “reajustar” o voto.

“Eu ofereci a Vossa Excelência permanecer como relator… E Vossa Excelência disse: ‘não quero reajustar’”, disse Barroso.

“Isso não aconteceu”, rebateu Fux.

O presidente então afirmou que o colega “não está sendo fiel aos fatos”. Gilmar Mendes tentou intervir e apaziguar a situação, mas Fux insistiu que “não queria deixar passar isso”, levando Barroso a encerrar a sessão.

📜 Histórico de embates

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Não é a primeira vez que Barroso protagoniza confrontos no STF. Em 2018, durante debate sobre doações ocultas de campanha, ele atacou Gilmar Mendes, chamando-o de “uma pessoa horrível, uma mistura de mal com o atraso e pitadas de psicopatia”. Na ocasião, a então presidente Cármen Lúcia suspendeu a sessão para evitar agravamento da situação.

📌 O episódio reforça a percepção de que o STF, que deveria ser exemplo de compostura e imparcialidade, tem se tornado palco de vaidades, disputas internas e exposições públicas constrangedoras. Em um momento em que a sociedade exige mais transparência e serenidade no Judiciário, cenas assim fragilizam ainda mais a credibilidade da Corte.

Reportagem | Portal Acre Conservador
*Com informações Jovem Pan News

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