O estado do Acre apresentou um aumento significativo nos casos prováveis de dengue em agosto de 2026, quando foram notificados 291 registros. Esse número representa mais que o dobro dos 139 casos confirmados em agosto de 2025, configurando um crescimento de 109,4%. Na comparação com agosto de 2024, que teve 89 casos, o avanço é ainda mais expressivo, superando 227%.
Esse cenário surpreende porque, nos meses anteriores, os índices de 2026 estavam consideravelmente abaixo dos verificados em 2025. Agosto se tornou o mês com o maior número de casos prováveis de dengue em 2026 desde janeiro.
Apesar do aumento pontual, o acumulado do ano ainda revela uma redução importante. O levantamento epidemiológico aponta 1.887 casos prováveis de dengue em 2026, com coeficiente de incidência de 213,4 casos por 100 mil habitantes. Não houve registro de óbitos confirmados ou em investigação pela doença, e a taxa de letalidade permanece em 0%.
A análise mensal evidencia uma diferença acentuada no comportamento da dengue entre 2025 e 2026. Em janeiro, o Acre teve 324 casos prováveis em 2026, enquanto no mesmo mês de 2025 foram 2.240 e, em 2024, 2.019.
Em fevereiro, os números caíram para 287 casos em 2026, contra 2.233 em 2025 e 671 em 2024. A disparidade continuou em março, com 226 casos em 2026, 1.436 em 2025 e 456 em 2024.
Em abril, foram registrados 217 casos em 2026, ante 722 no ano anterior e 335 em 2024. Maio apresentou 213 casos, enquanto 2025 teve 483 e 2024, 191. Já em junho, o estado contabilizou 132 casos prováveis, contra 243 em 2025 e 89 em 2024.
A diferença entre os anos começou a diminuir em julho, quando foram notificados 166 casos em 2026, 182 em 2025 e 95 em 2024. Em agosto, porém, a tendência se inverteu: os 291 casos de 2026 superaram os 139 de 2025 e os 89 de 2024.
Esse resultado representa um aumento de 109,4% em relação a agosto de 2025 e de aproximadamente 227% na comparação com agosto de 2024. Em setembro, até o momento, foram registrados 58 casos. Como o mês ainda está em curso, o número não pode ser comparado diretamente com os totais fechados de setembro de 2024 e 2025, que foram de 126 e 163 casos, respectivamente.
A principal diferença entre os dois anos está concentrada no primeiro semestre. Nos três primeiros meses de 2025, foram registrados 5.909 casos prováveis, somando os dados mensais. No mesmo período de 2026, foram 837 casos.
Entre abril e junho, 2025 acumulou 1.448 registros, enquanto 2026 teve 562. O cenário muda no terceiro trimestre: somando julho e agosto, 2026 alcançou 457 casos, superando os 321 de igual período em 2025 e os 184 de 2024.
Os dados revelam, portanto, que a dengue apresentou uma curva bastante distinta neste ano: após uma queda acentuada nos primeiros meses, os registros voltaram a crescer no segundo semestre, com agosto concentrando a principal elevação.
Quanto ao perfil dos casos prováveis em 2026, há uma divisão igualitária entre homens e mulheres, com cada sexo representando 50% das notificações. Em relação a raça/cor, a população parda concentra 88,2% dos casos, seguida pela branca, com 6,8%. Pessoas indígenas e pretas representam 1,3% cada, enquanto a população amarela corresponde a 0,5%. Em 1,9% dos registros, a informação não foi informada ou foi ignorada.
A faixa etária com maior coeficiente de incidência é a de 20 a 29 anos, com 20,1 casos por 100 mil habitantes entre homens e 23,6 entre mulheres. Na sequência, aparecem as pessoas de 30 a 39 anos, com índices de 14,8 entre homens e 15,0 entre mulheres, e a faixa de 40 a 49 anos, com 14,7 entre homens e 14,4 entre mulheres.
Entre adolescentes de 15 a 19 anos, os coeficientes são de 10,2 casos por 100 mil habitantes entre homens e 11,0 entre mulheres. Na faixa de 10 a 14 anos, os índices são de 9,7 e 7,6, respectivamente. Os menores índices aparecem entre menores de um ano, com 2,8 casos por 100 mil habitantes entre meninos e 2,7 entre meninas, e nas faixas etárias mais avançadas.
Fonte: ContilNet Notícias






























