Durante o debate promovido pela TV Gazeta na noite desta segunda-feira, 21, os candidatos ao governo do Acre Tião Bocalom (PSDB) e Dr. Luisinho (AGIR) protagonizaram um embate sobre os rumos econômicos do estado. O confronto de ideias começou quando Bocalom questionou o adversário sobre suas propostas para reverter os baixos indicadores socioeconômicos da região.
Bocalom abriu o tema ao mencionar a posição desfavorável do Acre no ranking nacional de pobreza. Ele lembrou que o estado já ocupou a quarta colocação entre os mais pobres do país e atualmente figura no topo da lista. O candidato do PSDB pediu que Dr. Luisinho apresentasse seu plano para alterar essa realidade.
Em resposta, Dr. Luisinho contestou a afirmação de que o Acre seria o estado mais pobre da Região Norte. Ele sustentou que a superação dos obstáculos econômicos passa necessariamente por investimentos em produção e industrialização.
O candidato do AGIR destacou que o estado tem potencial para expandir seu Produto Interno Bruto (PIB) e, com isso, ampliar a geração de riqueza, emprego e renda para a população. Ele citou o atual PIB de 26,8 bilhões de produção e defendeu uma lei orçamentária que distribua recursos de forma equilibrada entre as políticas públicas.
Segundo Luisinho, a indústria seria o principal vetor para alcançar esse crescimento. Ele também abordou temas como a Lei de Responsabilidade Fiscal, a concessão de incentivos fiscais e a unificação de tributos como ferramentas para impulsionar a economia acreana.
Na réplica, Tião Bocalom argumentou que o desenvolvimento econômico exige ação prática. Ele recorreu à sua experiência como prefeito de Acrelândia, município que administrou por três mandatos, para exemplificar sua capacidade de promover o crescimento local.
Bocalom mencionou a presença de cinco instituições bancárias em Acrelândia, associando esse fato à maior circulação de dinheiro na economia do município. Ele também recordou a instalação de madeireiras e indústrias durante sua gestão, citando a existência de 11 serrarias e fábricas de café e arroz na época.
O candidato tucano defendeu ainda a necessidade de controlar rigorosamente os recursos públicos. Ele afirmou que essa será uma das primeiras medidas de um eventual governo estadual sob sua liderança, prometendo cortar gastos já no primeiro dia de mandato.
Na tréplica, Dr. Luisinho reafirmou os pilares de sua proposta para o desenvolvimento econômico. Ele elencou a combinação de capital, terra, trabalho, recursos naturais e incentivos fiscais como elementos essenciais para construir uma economia forte.
O candidato do AGIR concluiu afirmando que, com esses fatores, o Acre pode se tornar um estado grande e próspero. O debate terminou com a apresentação das visões distintas dos dois candidatos sobre produção, industrialização e fortalecimento da economia acreana.
Fonte: A Gazeta do Acre



























