O Departamento de Defesa dos Estados Unidos atualizou sua lista de empresas consideradas ligadas às Forças Armadas da China, incluindo nomes de peso como Alibaba, BYD, Baidu, Tencent e Nio. A medida, que será publicada no Federal Register em 10 de junho, faz parte da Seção 1260H da Lei de Autorização de Defesa Nacional dos EUA.
De acordo com o Pentágono, a lista identifica companhias que operam direta ou indiretamente nos EUA e mantêm vínculos com órgãos governamentais chineses, o Exército de Libertação Popular (PLA) ou iniciativas de integração civil-militar. A inclusão não impõe automaticamente sanções, mas pode aumentar o escrutínio regulatório e afetar parcerias comerciais.
A Alibaba foi citada por afiliações indiretas com órgãos estatais chineses e com o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT). Já a Baidu foi classificada sob critérios semelhantes. A fabricante de veículos elétricos BYD foi descrita como afiliada direta e indiretamente à Comissão de Supervisão e Administração de Ativos Estatais (SASAC) e indiretamente ao MIIT.
A Tencent foi apontada como indiretamente vinculada ao PLA, enquanto a Nio foi ligada de forma direta e indireta à SASAC. A Hesai, fabricante de sensores para veículos autônomos, foi associada ao MIIT, à SASAC e ao PLA.
Além dessas, a lista inclui outras empresas de destaque internacional, como CATL, Huawei, DJI, Hikvision, SenseTime, SMIC, China Mobile, China Telecom, China Unicom, CNOOC, COSCO Shipping, COMAC, AVIC, BGI Group, TP-Link, Trina Solar, WuXi AppTec e YMTC, entre dezenas de outras.
A medida reflete a crescente tensão entre EUA e China no setor tecnológico e industrial, com o governo americano buscando conter possíveis influências militares chinesas em empresas que atuam em solo americano.
Fonte: CNN Brasil




























