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SURTO DE EBOLAVacina contra ebola na África pode demorar até 9 meses

A OMS informou que uma vacina contra a cepa Bundibugyo pode levar de seis a nove meses para ficar pronta.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta quarta-feira (20) que uma vacina capaz de combater a cepa de ebola que atinge a África pode demorar de seis a nove meses para ficar pronta para aplicação na população. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa em Genebra.

De acordo com o consultor e líder da área de pesquisa e desenvolvimento da entidade, Vasee Moorthy, o processo de seleção de imunizantes candidatos está sendo acelerado diante dos surtos da doença registrados na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda, mas levará meses para ser concluído.

Segundo Moorthy, há uma vacina sendo desenvolvida especificamente para combater a cepa Bundibugyo, responsável pelos surtos na África, mas não há doses do imunizante disponíveis para ensaios clínicos neste momento. “Esta deve ser a vacina priorizada como a mais promissora contra a cepa Bundibugyo”, afirmou.

“A informação que temos é que isso provavelmente levará de seis a nove meses”, destacou o consultor.

Uma outra vacina candidata para combater a doença também está em desenvolvimento, segundo Moorthy. As doses para ensaios clínicos podem estar disponíveis em cerca de dois ou três meses. “Há muita incerteza. Vai depender dos resultados de testes em animais para que ela possa ser considerada uma vacina promissora”, explicou.

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A OMS contabiliza quase 600 casos suspeitos e 139 mortes suspeitas por ebola em surtos registrados na RDC e em Uganda. Oficialmente, 51 casos foram confirmados em duas províncias ao norte da RDC, embora a própria OMS admita ter ciência de que a escala do surto na região é muito maior do que os números apontam.

Em Uganda, dois casos foram confirmados na capital Kampala, ambos em pessoas que haviam passado pela RDC. Um dos pacientes morreu pela doença e o outro, um norte-americano, foi transferido para a Alemanha.

No início do mês, autoridades sanitárias da RDC emitiram alerta sobre um surto de alta mortalidade causado por uma doença até então desconhecida no município de Mongbwalu, na província de Ituri. O cenário incluía até mesmo mortes entre profissionais de saúde.

Cerca de dez dias depois, o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica de Kinshasa analisou 13 amostras de sangue colhidas no distrito de Rwampara. A avaliação laboratorial confirmou a presença do vírus Bundibugyo em oito das 13 amostras.

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Na última sexta-feira (15), o Ministério da Saúde Pública da RDC declarou oficialmente o 17º surto de ebola no país. Simultaneamente, o Ministério da Saúde de Uganda confirmou surto de ebola, também do vírus Bundibugyo, após identificar um caso importado: um congolês que morreu em Kampala.

No dia seguinte, o diretor-geral da OMS, após consultar ambos os Estados-Membros, determinou que o ebola causado pelo vírus Bundibugyo constitui emergência em saúde pública de importância internacional.

Fonte: Agência Brasil

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