A produção industrial brasileira registrou crescimento de 0,1% na passagem de fevereiro para março, marcando o terceiro mês consecutivo de avanço. Com este resultado, o setor acumula uma expansão de 3,1% em 2024, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quinta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar da sequência de altas, a indústria nacional ainda opera 13,9% abaixo do seu nível recorde atingido em maio de 2011. Contudo, o patamar atual se encontra 3,3% acima do registrado antes da pandemia de COVID-19, em fevereiro de 2020.
A pesquisa detalha que, entre fevereiro e março, quatro das quatro grandes categorias econômicas e oito dos 25 ramos industriais analisados mostraram crescimento. As influências positivas mais significativas vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,2%), que completam o quarto mês de crescimento consecutivo e acumulam 11,5% de alta no período, e produtos químicos (4,0%), que reverteram a queda de 1,5% observada em fevereiro.
“Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,2%) e produtos químicos (4,0%), com a primeira marcando o quarto mês consecutivo de crescimento e acumulando expansão de 11,5% neste período; e a segunda eliminando o recuo de 1,5% verificado em fevereiro”, explicou André Macedo, gerente da PIM.
Outros setores que contribuíram positivamente para o desempenho geral da indústria foram veículos automotores, reboques e carrocerias (1,1%), metalurgia (1,2%) e máquinas e equipamentos (1%).
Em contrapartida, 16 atividades registraram recuo na produção. As principais pressões negativas vieram de bebidas (-2,9%), que interromperam uma sequência de três meses de avanço (acumulando 8,5% de crescimento no período), e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,9%), que intensificaram a queda já verificada em fevereiro (-2,3%).
O IBGE também destacou os impactos negativos de setores como móveis (-6%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,1%), produtos alimentícios (-0,5%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-3,9%), celulose, papel e produtos de papel (-1,3%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-2,3%), produtos de madeira (-4,4%) e produtos de borracha e de material plástico (-1,1%).
Fonte: Agência Brasil































