Depois de Trump denunciar “caça às bruxas”, Eduardo Bolsonaro promete novas ações dos EUA
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou suas redes sociais para criticar abertamente os processos movidos contra Jair Bolsonaro no Brasil, classificando-os como uma “perseguição política” e uma “caça às bruxas”. A manifestação gerou forte repercussão no universo político nacional e internacional, reacendendo a discussão sobre o uso do aparato judicial como ferramenta de perseguição ideológica – prática conhecida como lawfare.
Trump afirmou que Bolsonaro é vítima de uma ofensiva que extrapola os limites legais e democráticos: “Tenho acompanhado, assim como o mundo inteiro, enquanto vêm atrás dele dia após dia, noite após noite… Ele não é culpado de nada, exceto por ter lutado pelo povo”. O líder conservador ainda alertou que continuará observando atentamente a situação do ex-presidente brasileiro, bem como de sua família e apoiadores.

Em resposta, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está em solo americano desde março, declarou que a manifestação de Trump não será um ato isolado. “Esta não será a única novidade vinda dos EUA neste próximo tempo”, declarou. Eduardo, que mantém intensa articulação com setores do conservadorismo internacional, deixou no ar a expectativa de novos movimentos em defesa das liberdades e contra o que chama de “perseguição institucionalizada” no Brasil.
Jair Bolsonaro, por sua vez, agradeceu o apoio e voltou a criticar os julgamentos conduzidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), reforçando o caráter político das acusações. “É uma aberração jurídica, uma clara perseguição política, já percebida por todos de bom senso”, publicou. O ex-presidente, agora réu por decisão unânime da Primeira Turma do STF, é acusado de suposta tentativa de golpe de Estado. As penas somadas, caso condenado, podem ultrapassar 30 anos de prisão.
Reações políticas e silêncio institucional
As manifestações provocaram diferentes reações no meio político. Parlamentares da oposição à esquerda minimizaram as falas de Trump, classificando-as como “interferência indevida” em assuntos internos. Já representantes da direita conservadora e líderes pró-liberdade reagiram com entusiasmo, considerando a fala do ex-presidente norte-americano um alerta ao mundo sobre o avanço do autoritarismo judiciário no Brasil.
O Palácio do Planalto não comentou oficialmente, mantendo-se em silêncio diante da repercussão internacional. Por outro lado, integrantes do Supremo Tribunal Federal reagiram com reservas à declaração de Trump, tratando-a como tentativa de “descredibilizar a Justiça brasileira”. O ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos envolvendo Bolsonaro, não se pronunciou até o momento.
Diante desse cenário, cresce a percepção, inclusive no exterior, de que há um desequilíbrio preocupante entre os poderes da República, o que compromete o devido processo legal e os princípios democráticos.
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Com informações de Jovem Pan































