O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumprimentou oficialmente Keiko Fujimori pela vitória nas eleições presidenciais do Peru, ocorrida nesta sexta-feira (3). Em mensagem publicada na rede social X, o chefe do Executivo brasileiro expressou votos de sucesso à nova líder, desejando que seu governo seja marcado pela união do povo peruano em torno de objetivos compartilhados de progresso.
Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, foi confirmada como vencedora do pleito após derrotar o candidato de esquerda Roberto Sánchez em uma disputa equilibrada. Esta é a primeira vez que ela alcança a presidência, depois de três tentativas frustradas no segundo turno.
Apesar de a recém-eleita ser identificada com o espectro político de direita, Lula destacou a importância das relações entre Brasil e Peru. Ele classificou o país vizinho como uma nação irmã, com a qual o Brasil compartilha uma longa fronteira e vínculos históricos profundos.
Na mensagem, o presidente brasileiro enumerou áreas prioritárias para a cooperação bilateral, como expansão do comércio e investimentos, integração de infraestrutura logística e digital, combate à fome e à pobreza, proteção da Amazônia e enfrentamento ao crime organizado transnacional.
Lula concluiu as congratulações afirmando que Keiko pode contar com o apoio do Brasil para construir conjuntamente uma América do Sul mais próspera, integrada, democrática e soberana. O gesto faz parte de uma reorientação da política externa brasileira para a região.
De acordo com informações da CNN, o avanço de governos de direita na América do Sul levou o governo federal a reduzir a ênfase em fóruns multilaterais e apostar em acordos bilaterais com os países vizinhos. Diplomatas brasileiros enxergam espaço para atuação pragmática, mesmo diante de diferenças ideológicas.
Exemplos desse pragmatismo incluem respostas positivas de outros líderes sul-americanos a cumprimentos de Lula. O presidente colombiano Abelardo de la Espriella, também de direita, respondeu amistosamente ao brasileiro, destacando os laços entre os povos e a ausência de barreiras ideológicas na relação bilateral.
Além de Keiko e Espriella, outros mandatários como José Antonio Kast (Chile), Rodrigo Paz (Bolívia) e Daniel Noboa (Colômbia) demonstraram disposição para o diálogo com o Brasil. Nesta semana, Lula reuniu-se bilateralmente com Kast e Paz durante a cúpula do Mercosul.
A exceção citada por diplomatas brasileiros é o presidente argentino Javier Milei. O governo brasileiro observa um distanciamento nas relações com Buenos Aires desde que Milei assumiu, aproximando-se mais do pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro.
Fonte: CNN Brasil




























