Nesta quarta-feira, 12, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), por intermédio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv), deu início ao programa Conscientização pela Paz no Lar. A ação aconteceu na Escola Estadual Humberto Soares, em alusão aos 20 anos da Lei Maria da Penha, e envolveu alunos e alunas em atividades de reflexão e prevenção.
A juíza Louise Santana, coordenadora da Comsiv, abriu o evento apresentando os objetivos do projeto e convidando os estudantes a participarem de um concurso de redação. Em sua fala, ela ressaltou a necessidade do engajamento juvenil no enfrentamento à violência, que descreveu como uma epidemia presente no cotidiano. A presidente da Associação dos Magistrados do Acre, juíza Olívia Ribeiro, também destacou a importância da aproximação do Judiciário com o ambiente escolar.
A secretária adjunta de Educação, Gleicicleia Soares, sugeriu que a Lei Maria da Penha seja incorporada ao currículo escolar. A defensora pública Juliana Caobianco trouxe uma abordagem sobre a cultura do diálogo, enquanto a vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Acre, Thaís Moura, problematizou comportamentos associados à masculinidade. O procurador de Justiça Carlos Maia defendeu que a prevenção no ambiente escolar é essencial para evitar novas histórias de violência.
A vice-presidente do TJAC, desembargadora Regina Ferrari, pediu que as formas de violência não sejam normalizadas e incentivou a prática do amor próprio e da promoção ativa da paz. A palestra central ficou a cargo da juíza Natália Maia, titular da Vara de Proteção à Mulher de Rio Branco, que abordou o funcionamento das medidas protetivas e sua eficácia na prevenção de feminicídios, explicando casos reais, como o dilema de filhos que hesitam em denunciar os pais. Ela encerrou com a mensagem repetida pela plateia: “Medidas protetivas salvam vidas”.
A coordenadora do Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Acre, Goreth Pinto, complementou o debate com a perspectiva da interseccionalidade racial, mencionando o discurso da abolicionista Sojourner Truth em 1851. Ela afirmou que mulheres negras enfrentam maior vulnerabilidade e destacou a importância da justiça e representatividade.
Fonte: TJ Acre



























