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RESISTÊNCIA CONSERVADORA

Senador critica gastos do governo e julgamentos do 8 de janeiro

Eduardo Girão questiona viagens de Lula, contratos da EBC e atuação do STF classificando como “abusos de autoridade”.

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Em discurso no Plenário do Senado nesta quarta-feira (11), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) fez duras críticas à gestão federal, às estatais e à condução dos julgamentos sobre os atos antidemocráticos do 8 de janeiro de 2023. O parlamentar apontou o que classificou como “gastos perdulários” do governo federal, especialmente em relação às viagens internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à estrutura das estatais e à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo Girão, o presidente viaja com comitivas extensas e se hospeda em “hotéis de luxo”, sem prestar contas de forma clara aos brasileiros. “Lula não sabe quanto gasta nas viagens porque dilui os custos entre 200 milhões de brasileiros”, afirmou. Ele também criticou o número de ministérios e os prejuízos acumulados por empresas públicas, que, segundo ele, revelam “uso político da máquina pública”.

Um dos alvos principais de sua fala foi a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), estatal responsável por veículos como a TV Brasil. O senador denunciou o salário de R$ 100 mil pagos a uma apresentadora de programa semanal com audiência inferior a 1%, além de R$ 16 mil pagos ao maquiador do mesmo programa. “É um tapa na cara da sociedade brasileira”, disse. Girão também informou que o contrato com a produtora responsável pelo programa teria sido ampliado para R$ 6,2 milhões.

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Críticas ao STF e às investigações do 8 de janeiro

Além das críticas econômicas e administrativas, Girão voltou a levantar questionamentos sobre os processos relacionados aos ataques às instituições em 8 de janeiro de 2023, quando bolsonaristas invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

O senador disse haver “abusos de autoridade” nas investigações conduzidas pelo STF, criticando a velocidade dos julgamentos e a condução pelo ministro Alexandre de Moraes, relator dos casos. “A vítima é o juiz. Onde é que você já viu, em algum lugar do mundo, isso acontecer?”, questionou Girão, em alusão à participação de Moraes como alvo dos ataques e como relator dos processos.

O parlamentar também levantou dúvidas sobre a veracidade da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, mencionando supostas contradições em trechos relacionados à chamada “minuta do golpe”.

Contexto

As críticas de Girão ocorrem em meio a crescentes tensões entre setores da oposição e o governo federal. O Palácio do Planalto, por sua vez, tem defendido as viagens internacionais do presidente como parte da retomada do protagonismo diplomático do Brasil. Já o STF tem reafirmado a legalidade dos processos relacionados ao 8 de janeiro, apontando que as decisões seguem o devido processo legal e visam à responsabilização de atos que atentaram contra a democracia.

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A EBC, que em 2023 passou por mudanças editoriais e reestruturação interna, ainda não se manifestou publicamente sobre os valores mencionados por Girão.

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Fonte: Agência Senado

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