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EDUCAÇÃOSEE inicia segunda formação do Magistério Intercultural para professores indígenas

A Secretaria de Estado de Educação e Cultura deu início à segunda edição do curso de Magistério Intercultural para 82 professores indígenas, com imersão de 40 dias em Rio Branco.

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A Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) do Acre iniciou nesta terça-feira, 23, a segunda edição da Formação do Curso Magistério Intercultural para Professores Indígenas – Nível Médio. O evento ocorre na Faculdade Estadual do Acre, em Rio Branco, e reúne 82 professores indígenas de diversas regiões do estado. A iniciativa tem como objetivo qualificar e fortalecer a atuação desses profissionais nas comunidades indígenas, assegurando a continuidade do ensino e o aprimoramento pedagógico.

O secretário adjunto de Ensino, Tião Flores, representou a SEE na abertura e destacou o compromisso do governo estadual com a educação indígena. “Esse é um dia especial para a educação indígena do nosso estado. Os professores estarão aqui participando das aulas e terão a oportunidade de ampliar seus conhecimentos pedagógicos e aprimorar suas práticas de ensino. Todo esse aprendizado será levado para as suas bases, ou seja, para os seus territórios”, afirmou.

Entre os participantes está o professor Ricardinho Kampa, do município de Feijó, que atua há 25 anos na profissão. Ele já participou da edição anterior do curso e retornou para aprimorar seus conhecimentos. “Já temos uma escola estruturada, com 145 alunos, e vou voltar para lá com mais aprendizados”, disse. A escola Sete Voltas, onde ele leciona, está localizada na comunidade Nova Floresta, na região do Rio Envira.

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A imersão formativa tem duração de 40 dias e inclui atividades focadas em práticas pedagógicas e processos de ensino e aprendizagem adaptados à realidade das escolas indígenas. A secretária extraordinária de Povos Indígenas, Francisca Arara, também esteve presente e ressaltou a trajetória de construção da política de educação escolar indígena no Acre. “A política de educação escolar indígena foi construída por muitas mãos, e o Estado, por meio do ex-governador Gladson Cameli e da governadora Mailza Assis, abraçou essa causa”, declarou.

A professora Elissandra Kaxinawá, da escola Ibã Kaxinawá, localizada em Tarauacá, na terra indígena Rio Maetá, destacou a importância da formação para o fortalecimento do ensino em sua comunidade. “Vim aqui buscar conhecimento e levar o que eu aprender para a minha terra, para os meus alunos, com muito carinho e responsabilidade que o ensino exige”, afirmou. A SEE reforça que a qualificação continuada desses profissionais é essencial para aprimorar a educação nas aldeias e valorizar a diversidade cultural.

Fonte: Agência de Notícias do Acre

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