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JUSTIÇAProjeto Pedalando Novos Tempos inicia curso de mecânica de bicicletas no Centro Socioeducativo Juruá

Iniciativa do TJAC, em parceria com o ISE e o Senai, oferece qualificação profissional a jovens que cumprem medidas socioeducativas em Cruzeiro do Sul.

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O Centro Socioeducativo Juruá, em Cruzeiro do Sul, iniciou nesta segunda-feira, 5, o curso de Mecânico de Manutenção em Bicicletas, promovido pelo projeto Pedalando Novos Tempos. A iniciativa é do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), em parceria com o Instituto Socioeducativo do Acre (ISE) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

A abertura do curso contou com a presença da analista judiciária Ana Beatriz Uchoa de Brito, da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Cruzeiro do Sul, representando o juiz de direito Luis Fernando Rosa e a desembargadora Regina Ferrari, coordenadora da Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinj) do TJAC. Também participaram o diretor do Centro Socioeducativo Juruá, Leilson Menezes; a coordenadora pedagógica da Escola Governador Hugo Carneiro – Anexo Centro Socioeducativo Juruá, Maria Edna Vieira de Melo; e representantes do Sistema Fieac/Senai no Juruá, incluindo a gerente da Unidade Integrada, Shyrlene Poersch, a coordenadora pedagógica Fabiana Ferreira e os instrutores Geilson Sávio Rodrigues Maia e Marcos Antônio Lima.

Durante a formação, os jovens terão acesso a conhecimentos teóricos e práticos sobre manutenção e conserto de bicicletas, desenvolvendo uma habilidade com potencial para gerar renda após o cumprimento da medida socioeducativa. As bicicletas utilizadas nas aulas foram doadas pela Direção do Foro da Comarca de Rio Branco; os equipamentos haviam sido apreendidos em processos judiciais já arquivados e agora são destinados ao aprendizado.

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Criado em 2023 pelo TJAC, o Pedalando Novos Tempos já formou turmas em Rio Branco e, em junho deste ano, iniciou sua quinta turma na capital. A iniciativa conquistou o Prêmio Prioridade Absoluta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na categoria socioeducativa. Para a desembargadora Regina Ferrari, o projeto representa a importância de enxergar a medida socioeducativa como espaço de construção de novas possibilidades. ‘Quando oferecemos qualificação profissional a um jovem que está cumprindo uma medida socioeducativa, estamos dizendo que acreditamos na capacidade que ele tem de construir uma nova história’, declarou. O juiz Luis Fernando Rosa também destacou a relevância da chegada do projeto ao interior: ‘A medida socioeducativa precisa ter esse caráter de transformação, oferecendo caminhos para que o adolescente possa retornar à sociedade com novas perspectivas.’

Fonte: TJ Acre

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