A votação deste domingo (4) definiu 20 governadores ainda no primeiro turno, número mais alto desde a redemocratização. O resultado supera os dez pleitos anteriores para o comando dos estados e do Distrito Federal, e a marca pode crescer dependendo do desfecho no Rio de Janeiro.
O recorde anterior era de 2010, quando 18 governadores foram escolhidos sem a necessidade de uma segunda rodada. Em 2006, foram 17; já em 2022, 15 candidatos haviam garantido a vitória na primeira etapa.
No Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL) obteve 49,27% dos votos válidos, ficando a pouco menos de um ponto percentual de evitar o segundo turno. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferiu o registro da candidatura de Garotinho (Republicanos), e os 3,17% de votos atribuídos a ele podem ser anulados após o julgamento final da Corte. Caso isso ocorra, Ruas ultrapassaria os 50% e não precisaria disputar o segundo turno contra Eduardo Paes (PSD).
O mapa dos estados revela ampla vantagem da direita. Entre os 20 eleitos, partidos desse campo político conquistaram dez estados. As legendas de centro ficaram com sete, enquanto as de esquerda somaram apenas três. Se a vitória de Ruas for confirmada, a direita chegará a 11 estados.
Além disso, das sete disputas que permanecem em segundo turno, a direita pode ganhar mais três: Acre, Amazonas e Espírito Santo. A esquerda tem chances em duas: Distrito Federal e Rio Grande do Norte. As eleições para governador ainda serão decididas nos seguintes estados: Acre (Mailza Assis, PP, contra Alan Rick, Republicanos), Amazonas (Omar Aziz, PSD, contra Professora Maria do Carmo, PL), Distrito Federal (Celina Leão, PP, contra Leandro Grass, PT), Espírito Santo (Lorenzo Pazolini, Republicanos, contra Ricardo Ferraço, MDB), Rio de Janeiro (Douglas Ruas, PL, contra Eduardo Paes, PSD), Rio Grande do Norte (Allyson Bezerra, União Brasil, contra Cadu de Lula, PT) e Tocantins (Professora Dorinha, União Brasil, contra Vicentinho Júnior, PP).
Com a definição precoce de tantos governadores, o palanque para a disputa presidencial ficou reduzido. Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) vão ao segundo turno após o senador liderar com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista.
Flávio Bolsonaro terá apoio em cinco estados onde seus aliados concorrem: Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Lula contará com palanque no Amazonas, Distrito Federal, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. No Tocantins, nenhum dos dois presidenciáveis recebeu apoio dos candidatos a governador.
Fonte: Gazeta do Povo



























