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MEIO AMBIENTEPrefeitos do Acre assinam pacto climático para enfrentar eventos extremos na Amazônia

Gestores municipais aderiram à Carta Climática da Amazônia Acreana durante evento do TCE-AC, que prevê planos de contingência e medidas de adaptação.

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O prefeito de Cruzeiro do Sul e presidente da Associação dos Municípios do Acre (Amac), Zequinha Lima, assinou nesta terça-feira (1º) a Carta Climática dos Municípios da Amazônia Acreana. O documento, que reúne prefeitos do estado em um pacto de cooperação, busca fortalecer ações de prevenção e resposta aos impactos das mudanças climáticas. A cerimônia ocorreu durante a Agenda Climática na Amazônia Acreana: Municípios em Rede pelo Clima, promovida pelo Tribunal de Contas do Acre (TCE-AC), por meio da Escola de Contas, em parceria com a Amac e a Iniciativa Inter-Religiosa pelas Florestas Tropicais no Brasil (IRI Brasil).

A carta estabelece compromissos voltados à preparação das cidades para eventos extremos, como enchentes, secas severas, queimadas e ondas de calor, que podem comprometer o abastecimento de água, a saúde pública, a mobilidade e o acesso a serviços essenciais. Entre as metas estão a elaboração e atualização de planos municipais de contingência para secas, cheias e queimadas, o mapeamento de áreas de risco e a definição de rotas de evacuação e locais para abrigamento temporário. Também está prevista a identificação de fontes alternativas de água para atender comunidades isoladas.

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Durante o evento, Zequinha Lima destacou a importância da aproximação entre o poder público e a sociedade. “Gostaria de parabenizar o Tribunal de Contas que tem feito, através de sua Escola e membros, atividades que o aproximam das instituições e sociedade. Não podemos e não devemos nos esconder diante desta situação e temos de trabalhar juntos, instituições e sociedade”, afirmou. O prefeito também apresentou experiências e desafios enfrentados por Cruzeiro do Sul. Os prefeitos Railson Ferreira, de Feijó, e Toscano Veloso, de Manoel Urbano, compartilharam as realidades de seus municípios.

O documento também prevê o fortalecimento da rede básica de saúde para lidar com problemas causados pelo calor e pela fumaça, com atenção especial a crianças, idosos, populações ribeirinhas e povos indígenas. Outra medida é a inclusão gradual de ações de adaptação climática no planejamento e no orçamento das prefeituras. Diante das dificuldades financeiras e logísticas, os prefeitos fizeram um apelo aos governos estadual e federal por mecanismos permanentes de financiamento e apoio técnico. Entre as demandas estão o fortalecimento das Defesas Civis municipais, a ampliação do monitoramento hidrometeorológico e a liberação mais ágil de recursos para ações preventivas e de resposta.

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A programação reuniu especialistas para discutir cenários climáticos na região. A presidente do TCE-AC, conselheira Dulce Benício, ressaltou a importância do diálogo entre diferentes setores. “Estamos reunindo especialistas da ONU, do Unicef, do governo de São Paulo, grandes estudiosos da Universidade Federal do Acre e também pessoas da comunidade que trazem o saber do dia a dia, para que juntos possamos construir soluções para fazermos frente às mudanças do clima”, declarou. Participaram dos painéis o professor Irving Foster Brown, da Universidade Federal do Acre (Ufac), a doutora Jussara Carvalho, da Câmara Temática de Adaptação Climática do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima, e Rayanne França, chefe do escritório do Unicef em Manaus.

Fonte: Pref. Cruzeiro do Sul

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