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IMPEACHMENT É INEVITÁVELNovo acusa Moraes e pede impeachment e prisão após vazamento de mensagens

Partido Novo protocola pedido de impeachment de Moraes e senador defende renúncia após revelações de conversas com banqueiro.

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O partido Novo anunciou, nesta terça-feira (1º), um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi tomada depois que conversas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro vieram à tona, gerando reações imediatas de parlamentares da oposição.

O deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS) declarou que protocolará o pedido no Senado e também solicitará a prisão preventiva do ministro. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que irá requerer, na tribuna da Câmara, que o ministro André Mendonça determine a detenção de Moraes com urgência.

As mensagens em questão fazem parte de um relatório da Polícia Federal, extraídas do celular de Daniel Vorcaro, e foram encaminhadas por André Mendonça à Procuradoria-Geral da República (PGR). O conteúdo, que inclui diálogos entre o banqueiro e Moraes, agora é objeto de análise no âmbito da Operação Compliance Zero.

Além do pedido de impeachment, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também se manifestou, defendendo a renúncia de Alexandre de Moraes do STF. Ele classificou as revelações como extremamente graves e afirmou que o ministro não tem condições de permanecer no cargo.

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Nas mensagens divulgadas, Vorcaro teria mencionado a necessidade de proteção de “Paulo” e “Andrei”, nomes que, segundo investigadores, podem se referir ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Em uma das conversas, ocorrida em 15 de novembro de 2025, Vorcaro perguntou a Moraes se deveria estar fora do país na segunda-feira seguinte. Dois dias depois, em 17 de novembro, ele foi preso pela Polícia Federal quando tentava embarcar em um jato particular com destino a Malta, e depois a Dubai.

Os investigadores suspeitam que o banqueiro pretendia deixar o Brasil para evitar a prisão. As mensagens também abordam a possibilidade de medidas contra Vorcaro no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga supostos crimes financeiros.

Um dia antes da prisão, em 16 de novembro, Vorcaro questionou se havia alguma chance de uma operação acontecer na manhã seguinte. Naquele momento, a ordem de prisão ainda não havia sido assinada. O decreto foi expedido pelo juiz Ricardo Augusto Soares Leite às 15h29 de 17 de novembro, horas antes da detenção.

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As mensagens foram trocadas em modo de visualização única, por meio de capturas de tela do aplicativo de notas. Isso impediu a perícia de acessar as respostas de Alexandre de Moraes, limitando a análise às imagens enviadas pelo banqueiro.

Em 4 de novembro, Vorcaro perguntou se uma situação de gravidade “média a grave” poderia envolver busca ou quebra de sigilo, e ainda questionou se havia algum pedido que pudesse ser bloqueado. Peritos ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo avaliam que o conteúdo sugere que ele tinha conhecimento prévio sobre medidas cautelares.

Além disso, Vorcaro teria pedido repetidamente que Moraes interviesse junto ao diretor da PF e ao procurador-geral para retardar ou impedir o andamento das investigações contra o Banco Master. A Operação Compliance Zero já teve dez fases, e Vorcaro voltou a ser preso em 4 de março, após ter sido solto em novembro de 2025.

Até o momento, Alexandre de Moraes e a defesa de Daniel Vorcaro não se manifestaram sobre as revelações. O caso segue sob análise da PGR, que decidirá os próximos passos.

Fonte: ND+

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