O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido sigiloso neste domingo (16). No documento, ele alerta para o que classifica como uma escalada de violência no atual período eleitoral. A informação foi divulgada pela CNN Brasil.
No requerimento, endereçado ao presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, o parlamentar solicita que o tribunal adote as providências que julgar necessárias diante do cenário descrito. A campanha do candidato anexou ao pedido um relatório de segurança produzido pela equipe de monitoramento.
O relatório aponta que, entre os dias 5 e 14 de agosto, foram identificadas 2.463 mensagens com teor de risco direcionadas ao senador nas redes sociais. Os analistas classificaram esses conteúdos em quatro níveis: crítico, alto, moderado e baixo, conforme critérios descritos no documento.
Entre os elementos avaliados estão manifestações de desejo de morte, incitação ou convocação à violência, ameaças direcionadas, indícios de intencionalidade e referências a planejamento, oportunidade ou condições para a execução de ataques. O texto do relatório destaca esses critérios como base para a classificação dos materiais.
Os números mostram que 36,5% dos conteúdos foram considerados ameaças explícitas, ou seja, mensagens que colocam em risco a vida ou a integridade física do candidato. Outros 29,3% foram enquadrados como incitação à violência, categoria que estimula ou convoca a prática de atos violentos.
Além disso, 28,5% das publicações foram classificadas como referências codificadas, que reúnem alusões indiretas a ataques ou lesões. Os 5,7% restantes foram identificados como planejamento ou oportunidade, incluindo menções a ocasiões, presenças, meios ou preparativos para um possível ataque.
O documento também registra um aumento significativo nas situações de risco à segurança pessoal de Flávio desde o início da pré-campanha. A equipe de segurança do senador afirma que esse crescimento vem sendo observado de forma contínua ao longo do período eleitoral.
No texto, Flávio responsabiliza o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, por parte desse cenário. Ele cita declarações do petista, como a frase sobre traidor enforcado, e afirma que, após essas falas, houve um aumento no volume de postagens violentas contra sua pessoa.
O senador destaca que os analistas de monitoramento consideram que grupos radicalizados podem interpretar a repetição dessa expressão como um incentivo para agir contra a integridade física do parlamentar. A avaliação é de que a fala funcionaria como um apito de cachorro para extremistas.
No pedido, a campanha também menciona episódios recentes de atentados em eleições presidenciais na América Latina e nos Estados Unidos, ressaltando que a disseminação de conteúdos violentos contra candidatos desafia as liberdades democráticas e mantém o país em estado de alerta. O senador solicita que o presidente do TSE adote as providências necessárias.
Fonte: Revista Oeste




























