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JUSTIÇAMagistrados do Acre relatam trajetórias e desafios da carreira no Dia da Magistratura

Quatro juízes do TJAC compartilham experiências, como casamento em hospital, e refletem sobre o papel da Justiça no estado.

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Em homenagem ao Dia da Magistrada e do Magistrado, celebrado em 11 de agosto, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) destaca as trajetórias de quatro magistrados que atuam no estado. Atualmente, a corte conta com 86 juízes e juízas, incluindo desembargadores. As histórias revelam diferentes caminhos até a magistratura e a visão sobre o papel do Judiciário na sociedade acreana.

Um dos casos que ganhou repercussão recentemente foi o da juíza Mirella Ribeiro, titular da Comarca de Rodrigues Alves. Ela oficializou a união de um casal no hospital, após a noiva passar mal durante um casamento coletivo. O episódio foi registrado pela equipe do TJAC e viralizou nas redes sociais, gerando milhares de visualizações e comentários. Em entrevista, a magistrada afirmou que não esperava tamanha repercussão e que o gesto foi um acolhimento, não apenas o cumprimento de uma formalidade.

Mirella Ribeiro construiu a carreira equilibrando estudos, trabalho e maternidade. Durante a graduação, engravidou e precisou conciliar as responsabilidades. Após formada, atuou como advogada por 14 anos, enquanto se preparava para o concurso da magistratura, no qual foi aprovada após oito anos de dedicação. Ela considera que a profissão a realiza e que a experiência no hospital ilustra o compromisso do Judiciário em estar próximo dos cidadãos.

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O juiz Robson Shelton, natural de Brasileia, retornou à sua cidade de origem para atuar como magistrado, realizando um sonho profissional. Ele conta que a ideia de seguir a carreira surgiu no ensino médio, inspirado por uma professora, e foi reforçada durante o curso de Direito. Antes de se tornar juiz, trabalhou como advogado e estudou à noite e nos fins de semana. Em 2025, realizou seu primeiro casamento coletivo na escola onde estudou, o que considera um momento de realização pessoal e profissional.

O juiz aposentado Afonso Braña, com quase 30 anos de carreira, defende que o papel do magistrado vai além da aplicação da lei. Para ele, é preciso considerar o contexto de cada pessoa envolvida no processo. Durante sua atuação, priorizou a mediação e a conciliação, buscando resolver conflitos de forma mais próxima das partes. Ele ressalta que, mesmo quando a decisão não atende a todos, o Judiciário deve estar atento às necessidades da população.

As trajetórias dos magistrados refletem a diversidade de experiências dentro do Judiciário acreano. O TJAC ressalta que a data é uma oportunidade de reconhecer o trabalho dos juízes que atuam em todo o estado, muitos deles em comarcas do interior, e reforçar o compromisso com a justiça e a cidadania.

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Fonte: TJ Acre

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