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ECONOMIAInflação oficial do Brasil atinge 4,72% em 12 meses e supera teto da meta

IPCA de maio fica em 0,58%, maior para o mês em cinco anos, e ultrapassa limite de 4,5% da meta do Banco Central.

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou alta de 0,58% em maio, conforme divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma desaceleração em relação ao mês anterior, quando o indicador havia subido 0,67%.

Apesar da leve trégua, a taxa de maio é a mais elevada para o período desde 2021, quando atingiu 0,83%. Os principais vetores de pressão foram o encarecimento de alimentos e o aumento da tarifa de energia elétrica.

O dado divulgado pelo IBGE superou a mediana das expectativas do mercado financeiro, que projetava variação de 0,53%, de acordo com a agência Bloomberg.

Com o resultado, o IPCA acumulado nos últimos 12 meses acelerou para 4,72%, ante 4,39% registrados até abril. Esse percentual ultrapassa o teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 4,5% para 2025.

A última vez que o índice havia superado o limite superior da meta foi em outubro do ano passado. A meta de inflação é o parâmetro utilizado pelo Banco Central (BC) para definir a taxa básica de juros, a Selic.

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC se reúne na próxima semana para decidir o novo patamar da Selic, atualmente em 14,5% ao ano. A decisão será anunciada na quarta-feira. Analistas do mercado financeiro preveem um novo corte de 0,25 ponto percentual, mas não descartam uma interrupção do ciclo de redução, diante do cenário inflacionário adverso.

“Avaliamos que o Banco Central deve aplicar mais um corte de 0,25 ponto, mas é plausível que a autoridade considere uma pausa imediata, dado o quadro complicado da inflação”, afirmou o economista Carlos Lopes, do banco BV.

Já a instituição financeira Asa projeta redução de 0,25 ponto na reunião da semana que vem, mantendo a Selic em 14,25% até o fim do ano. Para o economista Leonardo Costa, o cenário inflacionário continua a preocupar o BC.

O segmento de alimentação e bebidas foi o principal responsável pela alta do IPCA em maio, com variação de 1,33% e contribuição de 0,29 ponto percentual para o índice geral, o equivalente a metade da inflação mensal. A alimentação no domicílio subiu 1,65%, maior alta para meses de maio desde 2008, quando havia registrado 2,27%.

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Os itens que mais pressionaram o grupo foram batata-inglesa (alta de 44,69%), tomate (20,62%) e cebola (16,8%). As carnes também subiram, com variação de 1,39%. Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, as altas decorrem de menor oferta e do aumento do frete, influenciado pela elevação dos combustíveis.

O conflito no Irã tem impactado o preço do petróleo e dos fertilizantes, o que se reflete nos custos de transporte e na produção de alimentos. O óleo diesel, que afeta o transporte rodoviário, também registrou alta.

Fonte: O Sul

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