Menu

 FALTOU O TERRORISMO

Câmara aprova PL Antifacção e derrota governo Lula

Para surpresa de zero pessoas os partidos de esquerda que apoiam o Regime de Lula da Silva, votaram contra.
Câmara aprova PL Antifacção em derrota de Lula. Projeto foi aprovado por 370 votos a 110. Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados.

publicidade

🚨 Congresso reage ao avanço do crime: Câmara aprova PL Antifacção em derrota direta ao governo Lula

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta terça-feira (18), o texto-base do PL Antifacção, consolidado na sexta versão apresentada pelo relator Guilherme Derrite (PP-SP). Com 370 votos favoráveis e 110 contrários, a proposta marcou uma derrota expressiva para o governo Lula, que tentou atrasar, negociar e, ao fim, orientou sua base a votar contra o projeto.

Antes da votação do mérito, um requerimento de adiamento apresentado pela base governista foi rejeitado por 335 votos a 114, evidenciando que o Congresso não está disposto a tolerar mais recuos na política de segurança pública.

📌 O que o PL Antifacção muda

O projeto representa o maior avanço legislativo contra o crime organizado desde a criação do Sistema Penitenciário Federal. Ele traz cinco eixos centrais:

  • ⚔️ Ampliação dos tipos penais

Inclui domínio territorial, sabotagens, ataques armados e outras condutas típicas de facções.

  • ⛓️ Aumento de penas

Previsão de 20 a 40 anos, podendo ultrapassar 65 anos com agravantes.

  • 💰 Bloqueio imediato de bens

Inclui ativos digitais, bens registrados em nome de terceiros e permite cooperação internacional.

  • 🏢 Intervenção em empresas ligadas ao crime

Mecanismo para quebrar estruturas de lavagem de dinheiro e financiamento de facções.

  • 🚔 Execução penal reforçada

Garante que chefes de facções sejam isolados em presídios federais de segurança máxima, para impedir o comando de crimes a partir das cadeias estaduais.

Leia Também:  Testemunha diz que ele recebeu mensalão de 300 mil/mês

🔍 Concessões feitas ao governo — e ainda assim o Planalto votou contra

Para tentar minimizar resistências, Derrite cedeu em pontos sensíveis:

  • Apreensão de bens condicionada à autorização judicial, via medida cautelar.
  • Recursos oriundos das operações passam a ser destinados também ao Fundo Nacional de Segurança Pública, ao qual a Polícia Federal tem acesso — atendendo a exigência do governo.
  • Mesmo assim, o Planalto alegou “problemas no texto”, tentou adiar a aprovação e depois orientou a base aliada a votar contra.

A contradição ficou evidente: enquanto o país sofre com facções dominando territórios e impondo terror, o governo federal atua para travar uma das legislações mais duras já propostas contra essas organizações.

🏛️ “Responsabilidade e urgência”, diz Hugo Motta

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), celebrou a aprovação:

“O projeto aumenta as penas para integrantes de facções e dificulta o retorno às ruas. Vamos em frente com responsabilidade e a urgência que o tema requer.”

A fala traduz o clima no Parlamento: há uma percepção crescente de que o país está perdendo a guerra contra o crime organizado — e que o Executivo federal não demonstra disposição real de enfrentamento.

🧩 Senado já prepara relatoria: Alessandro Vieira assume

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou que o relator da matéria na Casa será Alessandro Vieira (MDB-SE), delegado de carreira e conhecido por sua atuação contra organizações criminosas.

Leia Também:  Governo brasileiro teme novas tarifas dos EUA e contesta classificação de facções como terroristas

Para Alcolumbre:

“Alessandro Vieira tem longa experiência jurídica e legislativa. Ele traz na sua agenda o combate e a proteção dos brasileiros.”

A escolha indica que a tendência é que o Senado mantenha ou até endureça o texto aprovado na Câmara.

🔥 Embate político: governo acusa falta de diálogo, oposição rebate

O clima ficou tenso no plenário.

Derrite afirmou:

“Não fui procurado em nenhum momento.”

Já Lindbergh Farias (PT-RJ) alegou que o relator teria recusado conversas com ministros Ricardo Lewandowski e Gleisi Hoffmann.

No fundo, o discurso do PT tentou transformar a resistência ideológica do governo em uma suposta “falta de diálogo”.

O contraste é nítido:

Enquanto o Congresso tenta reagir ao avanço das facções, o governo insiste em tergiversar, adiar e atacar quem propõe medidas duras contra o crime organizado.

🛑 Um divisor de águas

A aprovação do PL Antifacção marca um marco no enfrentamento ao crime organizado e uma demonstração clara de que o Parlamento está disposto a ocupar o espaço deixado pelo Executivo.

Facções cresceram porque encontraram um Estado fraco, fragmentado e politizado. O Brasil precisa retomar o controle — e o Congresso deu um passo importante nessa direção.

Reportagem | Portal Acre Conservador
Com informações de Jovem Pan / Agência Câmara de Notícias

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade