O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato à Presidência pelo partido Novo, declarou no sábado que a legenda avalia incluir o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, atualmente no Democracia Cristã (DC), como candidato a vice-presidente.
Zema afirmou que pretende encontrar-se pessoalmente com Barbosa e destacou sua admiração pelo jurista, a quem considera uma pessoa de grande reputação no combate à corrupção.
Barbosa, que é natural do norte de Minas Gerais, filiou-se ao DC em maio e chegou a ser cotado para concorrer ao Palácio do Planalto pelo partido.
Na última pesquisa Genial/Quaest, divulgada neste mês, o ex-ministro aparecia com 1% das intenções de voto, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Diante das dificuldades para ganhar apoio, formar alianças e obter recursos para uma campanha nacional, Barbosa desistiu de sua candidatura há duas semanas, conforme antecipado pela Folha de S. Paulo, embora ainda não tenha comunicado oficialmente a decisão.
O presidente do DC, João Caldas, declarou ao Valor Econômico que Barbosa não comunicou desistência e que, desde a filiação, condicionou a candidatura à existência de estrutura mínima, como coligação e apoio logístico.
Os partidos têm até 5 de agosto para realizar convenções e definir coligações e candidaturas.
Em 2018, Barbosa filiou-se ao PSB com a intenção de concorrer à Presidência, mas não conseguiu viabilizar a candidatura.
Outro nome cogitado para a vice-presidência, o empresário Geraldo Rufino, decidiu candidatar-se ao Senado por São Paulo pelo Podemos, anunciou no domingo passado.
No mesmo final de semana, Zema também mencionou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, mas depois negou ter feito convite a ela. Michelle afirmou publicamente não haver possibilidade de aliança, pois está filiada ao PL, partido que não pode ter duas candidaturas majoritárias distintas, e disse priorizar os cuidados com o marido.
O Novo oficializa a candidatura de Zema nesta segunda-feira, em convenção nacional em Brasília, com a presença do presidente do partido, Eduardo Ribeiro. A campanha espera que o lançamento oficial aumente o conhecimento do ex-governador entre os eleitores, ainda baixo em comparação a adversários como Lula e Flávio Bolsonaro, e aposta no horário eleitoral gratuito e nos debates para impulsionar sua exposição.
Fonte: O GLOBO



























