Os contratos futuros do açúcar registraram alta expressiva na Bolsa de Nova York nesta segunda-feira, impulsionados por temores relacionados ao fenômeno climático El Niño. O vencimento para julho encerrou o dia cotado a US$ 14,45 por libra-peso, uma valorização de 2,77%.
De acordo com analistas do Barchart, o mercado permanece atento aos possíveis efeitos do El Niño sobre a safra global de açúcar, especialmente na Índia, um dos maiores produtores mundiais.
O Serviço Meteorológico indiano revisou para baixo suas projeções de precipitação para o período de junho a setembro, estimando agora que as chuvas atinjam apenas 90% da média histórica. Em abril, a previsão era de 92%.
O Barchart também alertou que o El Niño tende a reduzir o volume de chuvas no Brasil, na Índia e na Tailândia, que juntos respondem pela maior parte da produção global de açúcar. A NOAA, agência norte-americana de clima, aponta 82% de probabilidade de o fenômeno se consolidar entre maio e julho e persistir até o fim do ano, com 67% de chance de ser um evento de forte intensidade.
No mercado de café arábica, os preços continuaram em queda. O contrato para julho fechou com baixa de 1,88%, a US$ 2.606,00 por libra-peso.
Segundo o Barchart, as perdas se intensificaram nesta segunda-feira, estendendo o movimento negativo observado na sexta anterior, quando o café arábica recuou 3,15%. O preço atingiu o menor nível em 18 meses nos contratos futuros de curto prazo.
A queda nos preços do café está associada a previsões de tempo mais seco nas regiões produtoras do Brasil ao longo desta semana. A ausência de chuvas deve permitir a retomada da colheita, que havia sido atrasada na semana passada por precipitações intensas.
Já o cacau encerrou o dia em terreno negativo. O contrato para julho foi negociado a US$ 3.895 por tonelada, recuo de 0,71%.
O Trading View informou que o mercado segue atento ao El Niño, que pode prejudicar as lavouras de cacau na Costa do Marfim e em Gana, responsáveis por mais de 60% da oferta mundial. No entanto, a perspectiva de recuperação da produção africana na safra 2025/26 limita as altas.
Agricultores da Costa do Marfim relataram que as chuvas da semana passada ficaram abaixo da média na maior parte das zonas cacaueiras, mas foram suficientes para melhorar o tamanho e a qualidade da safra intermediária, que ocorre de março a agosto.
Além disso, os estoques de cacau monitorados pela ICE atingiram o maior nível em quase dois anos, com 2.846.957 sacas registradas em 29 de maio, o que também pressiona os preços.
No algodão, os futuros encerraram a segunda-feira em alta. O vencimento para julho fechou a US$ 76,64 por libra-peso, valorização de 0,72%.
Dados do Commitment of Traders indicam que os fundos de investimento reduziram suas posições compradas líquidas em algodão em 7.845 contratos futuros e de opções na semana passada, para 54.200 contratos.
Por fim, o suco de laranja registrou forte queda. O contrato para julho encerrou a sessão a US$ 1.500,00 por tonelada, desvalorização de 5,81%.
Fonte: CNN Brasil




























