O ator Marco Furlan, detido em flagrante no último domingo (2/8) sob a acusação de estuprar uma criança de 5 anos durante uma festa de aniversário em Pindamonhangaba, interior de São Paulo, mantinha um perfil ativo em um site de relacionamentos. Na plataforma, ele se apresentava como solteiro e dizia estar à procura de um relacionamento sério e monogâmico.
No perfil, o artista publicou várias fotos e afirmava não ser uma conta falsa, sugerindo que as interessadas poderiam fazer chamadas de vídeo para confirmar sua identidade. Ele escreveu: ‘Se for do bem, bora conversar’. A descoberta contraria a versão dada por ele aos policiais, de que teria confundido o menino com a própria namorada.
De acordo com o colunista Ullisses Campbell, do jornal O Globo, testemunhas disseram que Furlan não estava acompanhado na comemoração onde o crime ocorreu. A festa era da prima do ator, que tem proximidade com a mãe da vítima.
Após a prisão, familiares do artista passaram a desativar suas redes sociais, incluindo Instagram, Facebook e X (antigo Twitter). Um advogado compareceu à delegacia, obteve as senhas das contas e as desativou, permanecendo ativo apenas o perfil no aplicativo de relacionamento, pois o ator alegou não se lembrar do código de acesso.
A investigação aponta que, durante a festa, o menino, que está no espectro autista, foi levado para um quarto para descansar. Furlan teria alegado que, após beber, sentiu-se mal, entrou no cômodo e confundiu a criança com sua namorada. Na audiência de custódia, o ator permaneceu em silêncio, e a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, mantendo-o detido enquanto o caso é apurado.
O menino foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para exames, que constataram lesões compatíveis com violência sexual, incluindo dilaceração anal. Caso seja condenado, Furlan pode receber pena de até 40 anos de reclusão, considerando a idade da vítima, sua condição de vulnerabilidade e a gravidade das lesões.
A polícia segue investigando o caso, ouvindo testemunhas e analisando as circunstâncias do crime. A defesa do ator não se manifestou publicamente até o momento.
O caso gerou comoção na cidade e repercutiu nacionalmente, reforçando debates sobre a proteção de crianças e a necessidade de punição rigorosa para crimes dessa natureza.
Fonte: Metrópoles





























