A catarinense Amelie Voigt Trejes, de 21 anos, tornou-se em 2026 a pessoa bilionária mais jovem do mundo, segundo a revista Forbes. Seu patrimônio é estimado em US$ 1,1 bilhão, aproximadamente R$ 5,7 bilhões pela conversão utilizada pela publicação na divulgação do ranking.
Mas, ao contrário do que a expressão ‘bilionária’ pode sugerir, isso não significa que a jovem possua bilhões de reais depositados em bancos. A maior parcela da fortuna está relacionada à participação societária que possui na WEG, multinacional fundada em Jaraguá do Sul em 1961.
Segundo a Forbes, Amelie é proprietária de aproximadamente 2% da companhia, o que a coloca entre os maiores acionistas individuais da WEG. Ela não ocupa cadeira no Conselho de Administração e também não exerce qualquer função executiva na empresa.
Amelie é neta de Werner Ricardo Voigt, que fundou a WEG juntamente com Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus. Werner morreu em 2016. Embora frequentemente seja apresentada simplesmente como uma jovem que ‘herdou a fortuna do avô’, a trajetória patrimonial é um pouco diferente. Amelie é filha de Cladis Voigt Trejes, que detinha ações da companhia e posteriormente transferiu parte dessa participação para os filhos Amelie, Pedro e Felipe Voigt Trejes. Assim, a origem histórica da fortuna está no patrimônio construído pelo avô, mas as ações que chegaram à jovem passaram pela participação de sua mãe.
A WEG informa oficialmente que distribuiu em 2025 aproximadamente R$ 5,714 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio aos seus acionistas. Considerando exclusivamente a participação de 2% atribuída a Amelie pela Forbes, uma conta proporcional indicaria uma participação econômica potencial de aproximadamente R$ 114,3 milhões em um ano. Dividido por 12 meses, seriam aproximadamente R$ 9,5 milhões mensais. Mas há uma ressalva fundamental: isso é uma estimativa matemática, não uma informação sobre quanto Amelie efetivamente recebeu. O cálculo considera que ela fosse proprietária de exatamente 2% do capital durante todo o período e tivesse direito diretamente a 2% de todos os proventos distribuídos.
O mesmo princípio vale para os R$ 5,7 bilhões atribuídos à catarinense. Esse dinheiro não está necessariamente disponível para consumo. Seu principal patrimônio são ações. Consequentemente, quando as ações da WEG sobem na Bolsa, Amelie pode ficar dezenas ou centenas de milhões de reais mais rica em um único dia. Quando caem, pode perder valor patrimonial na mesma proporção — mesmo sem realizar qualquer operação financeira.
A história da bilionária mais jovem do planeta, portanto, começa muito antes de seu nascimento. Tem origem em Jaraguá do Sul, numa empresa fundada há 65 anos que se transformou em uma das maiores multinacionais industriais brasileiras. Três gerações depois, uma parcela de apenas 2% desse patrimônio empresarial foi suficiente para colocar uma jovem catarinense de 21 anos no topo de uma lista mundial que reúne algumas das maiores fortunas do planeta.
Fonte: Redação





























