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PERSEGUIÇÕES AVANÇAMPF estuda assumir investigação sobre filme de Bolsonaro

Polícia Federal analisa pedir para comandar apuração sobre financiamento do longa.

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A Polícia Federal avalia a possibilidade de solicitar a federalização das investigações que apuram possíveis irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida tiraria o caso do âmbito da Polícia Civil de São Paulo, sob controle do governador Tarcísio de Freitas, e o transferiria para a esfera federal.

De acordo com informações publicadas pela jornalista Andréia Sadi, no g1, e confirmadas pela Jovem Pan, a PF já teve acesso aos dados da investigação estadual e agora estuda pedir a remessa integral do caso. A autorização para compartilhamento dos materiais foi concedida pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Atualmente, a apuração ocorre em duas frentes paralelas. Uma delas tramita no STF, sob sigilo, também nas mãos de Flávio Dino. A suspeita central é que emendas parlamentares de deputados do PL teriam sido desviadas para entidades ligadas à empresária Karina Gama, que comanda a produtora Go Up Entertainment, responsável pela produção do longa-metragem.

A segunda frente está a cargo da Polícia Civil de São Paulo. Nesse âmbito, uma das organizações presididas por Karina Gama, o Instituto Conhecer Brasil, é investigada por suposta fraude em um contrato de R$ 108 milhões firmado com a prefeitura de São Paulo para instalação de rede de internet sem fio em comunidades da capital paulista.

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Os investigadores federais já trabalham na análise de todo o material obtido pela Polícia Civil, incluindo documentos e dados extraídos de mídias apreendidas com a empresária e a entidade. A expectativa é que, após a conclusão dessa fase de análise, seja avaliado o momento adequado para formalizar o pedido de transferência do caso para o STF.

Há dois caminhos possíveis para efetivar essa mudança. O primeiro, mais formal, é a federalização, que exigiria anuência da Procuradoria-Geral da República (PGR) e posterior análise pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O segundo, considerado mais rápido, seria invocar o foro privilegiado, já que a investigação envolve emendas parlamentares e ao menos um deputado federal, autoridade com direito a foro especial, o que levaria o caso diretamente ao Supremo.

Fonte: Jovem Pan

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