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SAÚDEAnvisa libera 14 canetas injetáveis para diabetes e obesidade em 2026

Agência amplia opções de medicamentos com semaglutida, liraglutida e tirzepatida após fim de patente da Novo Nordisk; preços podem cair até 35%.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, ao longo de 2026, a comercialização de 14 novas canetas injetáveis destinadas ao controle do diabetes tipo 2 e ao tratamento da obesidade. A ampliação do mercado ocorreu sobretudo após a expiração da patente do Ozempic, medicamento da farmacêutica Novo Nordisk cujo princípio ativo é a semaglutida, em março deste ano.

Do total de aprovações, dez são à base de semaglutida, três utilizam liraglutida e uma é uma nova apresentação do Mounjaro, cujo princípio ativo é a tirzepatida. A semaglutida atua simulando o hormônio GLP-1, produzido naturalmente pelo organismo, que participa do controle da glicose e da saciedade. Ao ativar os receptores desse hormônio, o medicamento ajuda a regular a glicemia, reduz o apetite e prolonga a sensação de saciedade. Já a liraglutida auxilia no controle glicêmico e no emagrecimento, enquanto a tirzepatida age no metabolismo e na glicemia.

Especialistas ouvidos pela imprensa alertam que a existência de mais opções não implica que os medicamentos possam ser trocados livremente entre si. A escolha não deve se basear apenas no preço ou no potencial de perda de peso, mas sim em avaliação médica individualizada.

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A quebra da exclusividade da Novo Nordisk na fabricação de semaglutida no Brasil, em 20 de março, abriu caminho para a entrada de outras farmacêuticas no segmento. A primeira aprovação pós-patente veio em maio, com o Ozivy, da EMS, indicado para adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlado.

Em julho, a Anvisa registrou cinco medicamentos à base de semaglutida: Owozy, da Ávita Care; Seemasun, da Sun Farmacêutica; Zempneo, da Brainfarma; Semavy, da Cosmed; e Orsema, da Ranbaxy. Todos com indicação para diabetes tipo 2 em adultos com controle inadequado.

O primeiro genérico de semaglutida do país foi aprovado em 17 de agosto, também da EMS, sem nome comercial. Na mesma data, a agência liberou o Semaclique, da Germed, classificado como medicamento similar. Uma semana depois, em 24 de agosto, veio o segundo genérico, igualmente da Germed. Em 31 de agosto, foi a vez do Yluméc, da EMS, registrado como similar na modalidade clone.

As dez canetas de semaglutida aprovadas em 2026 foram: Ozivy (EMS, 26 de maio); Semavy (Cosmed, 29 de julho); Owozy (Ávita Care, 29 de julho); Zempneo (Brainfarma, 29 de julho); Seemasun (Sun Farmacêutica, 29 de julho); Orsema (Ranbaxy, 29 de julho); semaglutida genérica da EMS (17 de agosto); Semaclique (Germed, 17 de agosto); semaglutida genérica da Germed (24 de agosto); e Yluméc (EMS, 31 de agosto).

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Os preços dos novos produtos variam. O Ozempic, referência da Novo Nordisk, custa entre R$ 975 (apresentações de 0,25 mg e 0,5 mg, pelo programa Preço NovoDia no comércio eletrônico) e R$ 999 (versão de 1 mg). Já o Ozivy chegou às farmácias com valores entre R$ 452 e R$ 498 por caneta.

Para os genéricos, a legislação brasileira exige preço pelo menos 35% inferior ao do medicamento de referência. Com base nos valores de lançamento do Ozivy, a estimativa é que os genéricos custem entre R$ 293 e R$ 323.

Os demais medicamentos aprovados ainda precisam cumprir etapas adicionais antes de serem disponibilizados nas farmácias. Uma delas é a definição do preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

Fonte: Revista Oeste

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