O XXII Encontro do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça Estaduais e Militares (Consepre), realizado em Curitiba (PR), promoveu reuniões setoriais que aproximaram equipes responsáveis pela gestão administrativa e operacional dos tribunais. Os encontros reuniram juízes auxiliares das Presidências, secretários-gerais, secretários de Finanças, de Comunicação e de Tecnologia da Informação, com o objetivo de debater desafios comuns, compartilhar boas práticas e identificar oportunidades de cooperação, respeitando as particularidades regionais de cada instituição.
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) esteve representado pela juíza auxiliar da Presidência, Louise Santana, pelo secretário-geral, Júnior Martins, e pelos secretários Elson Corrêa, Andréa Zílio e Jacikley Ribeiro.
Na reunião dos juízes auxiliares das Presidências, o foco foi a governança e os desafios da condução administrativa dos tribunais. Esses magistrados acompanham diretamente a gestão e participam da execução das diretrizes definidas pelas Presidências, o que torna o intercâmbio relevante para a busca de soluções institucionais. Foram compartilhadas experiências e discutidas questões comuns, considerando as diferenças de estrutura e as necessidades de cada órgão. A troca contribui para ampliar a compreensão sobre os desafios da gestão e identificar práticas que possam ser adaptadas a diferentes contextos.
Já o encontro dos secretários-gerais e secretários de Finanças priorizou o fortalecimento das relações institucionais e a construção de propostas de atuação conjunta. As discussões ressaltaram a importância de alinhar as áreas administrativas e operacionais, com objetivos comuns e planejamento integrado. Entre as experiências compartilhadas, destacaram-se as práticas da Secretaria-Geral do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), que podem contribuir para o aperfeiçoamento dos processos administrativos e para a evolução da gestão nos demais tribunais.
No diálogo com os gestores de comunicação, participaram representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ): a conselheira Daiane Nogueira, a secretária-geral, Clara da Mota, o secretário de Estratégia e Projetos, Paulo Marcos de Farias, e a secretária de Comunicação Social, Gabriela Guerreiro. Os gestores discutiram estratégias para ampliar a articulação entre as equipes dos tribunais e o CNJ, especialmente na divulgação de assuntos de interesse nacional e no fortalecimento da comunicação institucional do Poder Judiciário.
Entre as deliberações, foi criado um grupo de trabalho com a conselheira Daiane e o Comitê de Comunicação da Justiça Estadual, que coordena as pautas e deliberações de ações conjuntas da Rede de Comunicação da Justiça Estadual (Redecom). O grupo atuará a partir do diagnóstico das estruturas e práticas de comunicação dos tribunais, em andamento no CNJ. O levantamento deverá identificar necessidades, desafios e oportunidades de aprimoramento. Também foram discutidas formas de compartilhar os resultados internamente, com apoio do Acompanhamento de Cumprimento de Decisão (Cumpridec), com base na Resolução Nº 640/2025, além de orientações individualizadas e da criação de grupos de trabalho específicos para aprofundar os temas identificados.
Na área de Tecnologia da Informação, gestores de tecnologia e segurança dos tribunais se reuniram para debater o fortalecimento da segurança cibernética no Judiciário. O encontro destacou a importância da colaboração entre as equipes, do compartilhamento de informações e da disseminação de boas práticas para prevenir riscos e ampliar a capacidade de resposta a incidentes. A discussão reforçou que a proteção dos sistemas, das informações e dos serviços digitais exige atualização constante e atuação coordenada. A troca de experiências permite conhecer medidas adotadas por outras instituições e identificar soluções para o aprimoramento da segurança tecnológica.
As reuniões setoriais ampliam o alcance do Consepre ao aproximar profissionais que atuam diretamente na gestão e na execução das políticas institucionais. Ao compartilhar experiências e discutir desafios comuns, os tribunais fortalecem o diálogo, ampliam as possibilidades de cooperação e constroem referências para aperfeiçoar seus processos de trabalho. A iniciativa reforça que o desenvolvimento do Poder Judiciário depende não apenas das decisões de cada instituição, mas também da capacidade de aprender coletivamente e transformar experiências em soluções que contribuam para uma Justiça mais eficiente e próxima da sociedade.
Fonte: TJ Acre




























