No pleito marcado para outubro, aproximadamente 158,7 milhões de brasileiros aptos a votar deverão comparecer às seções eleitorais. Para atender a essa demanda, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) organizou uma operação logística sem precedentes, com a mobilização de 563,9 mil máquinas de votação.
Do total de equipamentos, 439,4 mil unidades são dos modelos mais avançados disponíveis no país, conhecidos como UE2020 e UE2022. Esses aparelhos, que apresentam desempenho superior e maior velocidade de processamento, representam cerca de 77,9% de todo o parque tecnológico que será utilizado durante a votação.
O restante do contingente é composto por versões anteriores, como a UE2015, com 95 mil unidades, e a UE2013, com aproximadamente 29 mil. Esses modelos mais antigos, embora ainda operacionais, estão em menor quantidade e serão direcionados para regiões onde a demanda é menor ou como reserva estratégica.
De acordo com informações divulgadas pela corte eleitoral, a definição sobre a distribuição das urnas entre os estados é responsabilidade dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Cada regional avalia as particularidades de suas zonas eleitorais para alocar os equipamentos conforme a necessidade.
A nova geração de urnas eletrônicas, fabricada a partir de 2021, trouxe um salto tecnológico significativo. Comparado aos modelos de 2015, o processamento dessas máquinas é até 18 vezes maior, o que contribui para a rápida totalização dos votos e a redução do tempo de espera nas filas.
Para o escoamento dos equipamentos, uma complexa rede de transporte foi montada. A Justiça Eleitoral contará com o apoio de aeronaves da Força Aérea Brasileira, embarcações, helicópteros e viaturas terrestres, garantindo que as urnas cheguem tanto aos grandes centros urbanos quanto a localidades de difícil acesso, como comunidades ribeirinhas e terras indígenas.
A logística envolve mais de 2,6 mil zonas eleitorais distribuídas por todos os 5,5 mil municípios do Brasil. No exterior, a votação será estruturada em 1,3 mil seções eleitorais, onde cidadãos brasileiros poderão exercer o direito ao voto.
Em situações de falha técnica, protocolos específicos foram estabelecidos. Os mesários são orientados, primeiramente, a tentar reiniciar o equipamento. Caso o problema persista, uma urna de contingência, previamente zerada, é acionada para substituição.
Ao realizar a troca, os responsáveis devem remover o cartão de memória da urna danificada e inseri-lo no novo dispositivo. Dessa forma, nenhum voto já registrado é perdido, garantindo a integridade do processo.
Ao longo do ano, a corte eleitoral também tem se dedicado ao combate à desinformação. Em uma ação recente, o TSE desmentiu publicações que circulavam nas redes sociais, nas quais se afirmava que as urnas eletrônicas teriam sido invadidas durante o Teste Público de Segurança realizado em 2025.
Segundo o órgão, o TPS é uma etapa de fiscalização que permite a especialistas externos tentarem identificar vulnerabilidades nos sistemas. No último teste, dos 35 planos de ataque planejados, apenas 29 chegaram a ser executados, e os problemas encontrados foram corrigidos antes do pleito.
A desinformação, que incluía um vídeo com alegações falsas, foi amplamente compartilhada, gerando preocupação entre eleitores. Em nota, a Justiça Eleitoral reforçou que as invasões não ocorreram e que a segurança das urnas é uma prioridade.
O calendário estabelece que o primeiro turno da votação acontecerá em 4 de outubro, data em que os eleitores escolherão representantes para os cargos de presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital.
No caso de segundo turno, ele será realizado em 25 de outubro, apenas para as disputas aos cargos do Poder Executivo.
Com a fase de preparação avançando, incluindo simulações e testes de integridade, a expectativa é que a eleição transcorra de forma rápida e transparente, assegurando a manifestação da vontade popular em todo o território nacional.
Fonte: NSC Total




























