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DÍVIDA MILIONÁRIAPlataforma de investimentos capixaba afasta CEO e revela dívida de quase R$ 1 bilhão

A Apex Partners, do ES, afastou o CEO após inconsistências financeiras e dívida bilionária.

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Na última quinta-feira (06), a plataforma de investimentos Apex Partners, que atua em vários estados, incluindo Santa Catarina, veio a público comunicar que encontrou “inconsistências financeiras” em suas contas. A informação foi confirmada pela própria empresa, que tem sede em Vitória, no Espírito Santo.

Diante da gravidade da situação, o conselho decidiu afastar o então CEO, Fernando Cinelli, e o diretor financeiro, Eduardo Siqueira. No lugar de Cinelli, assumiu interinamente o sócio sênior Marcelo Murad, que terá a missão de conduzir a empresa durante a crise.

A empresa também admitiu que possui uma dívida que se aproxima de R$ 1 bilhão, mais precisamente estimada em R$ 975 milhões. Para ganhar tempo e tentar reorganizar as finanças, a Apex solicitou ao judiciário capixaba uma medida que suspende execuções contra o grupo, protegendo o patrimônio de 178 empresas ligadas à plataforma.

De acordo com apuração do G1 do Espírito Santo, o juiz que analisou o caso determinou que a empresa apresente, dentro de 30 dias, um pedido formal de recuperação judicial. Caso contrário, a liminar deixa de valer. Além disso, foi nomeada uma administradora judicial, que terá 20 dias para fazer uma perícia técnica e avaliar as condições reais de funcionamento do conglomerado.

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O colunista Abdo Filho, da Rede Gazeta do ES, revelou que já havia um clima de insatisfação com a gestão do ex-CEO, mas o estopim para a investigação foi a compra de 15,5% das ações da CVC por um dos fundos da Apex. No semestre, esses papéis despencaram quase 40%, o que derrubou o desempenho financeiro da plataforma e comprometeu os retornos prometidos aos investidores.

Com a medida, a empresa espera evitar o agravamento da situação e preservar suas operações até que a recuperação judicial seja analisada. O objetivo, segundo os autos, é dar continuidade às atividades econômicas e impedir que os ativos se esgotem antes de uma possível reestruturação.

O caso agora segue na Justiça, com a expectativa de que a auditoria independente aponte as causas exatas do rombo e ajude a traçar um plano de pagamento aos credores.

Fonte: NSC Total

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