Uma nova pesquisa da plataforma Webull revela que os brasileiros estão ampliando seus investimentos nos Estados Unidos, equilibrando papéis de empresas de tecnologia com ativos voltados à renda e à segurança financeira. O estudo analisou as operações realizadas por usuários do país entre janeiro e julho de 2026.
Os dados indicam que nomes como Nvidia, Microsoft, Apple, Amazon e Tesla seguem entre os mais procurados, puxados pelo aquecimento do setor de inteligência artificial. A SpaceX entrou recentemente na lista dos ativos mais negociados, após sua estreia na bolsa, enquanto fabricantes de chips, como Micron e AMD, ganharam destaque na preferência dos investidores.
O movimento também é observado nos fundos de índice (ETFs). Os produtos que acompanham o S&P 500 e o Nasdaq continuam populares, mas cresce a procura por ETFs focados em dividendos, ouro e prata. Isso sugere uma estratégia que une potencial de crescimento com cautela e redução de riscos.
Para Ruben Guerrero, CEO da Webull Brasil e diretor para a América Latina, o comportamento dos clientes mostra uma evolução na montagem das carteiras internacionais. Segundo ele, o apetite por empresas de inteligência artificial permanece elevado, mas há uma procura crescente por táticas mais elaboradas, combinando tecnologia com instrumentos que geram renda e protegem o patrimônio em dólar.
Diante dessa demanda, a Webull decidiu ampliar sua política de corretagem zero no Brasil, agora cobrindo também as negociações de opções de ações e ETFs listados nos Estados Unidos. A medida, que já era válida para outros produtos, passa a ser permanente na América Latina, com o objetivo de baratear o acesso a estratégias mais complexas.
A empresa ressalta que o mercado de derivativos americano oferece um leque muito maior de oportunidades do que o brasileiro, com milhares de ativos, prazos variados e ferramentas que facilitam a gestão e a diversificação. Para Guerrero, a redução dos custos acompanha o amadurecimento dos investidores locais e o interesse crescente por produtos internacionais.
Com essa iniciativa, a expectativa é que mais brasileiros consigam montar portfólios globais de forma mais econômica, aproveitando o potencial de crescimento das empresas de tecnologia sem abrir mão de proteção e renda. A tendência deve se consolidar nos próximos meses, à medida que o mercado americano segue atraindo capital estrangeiro.
Fonte: Veja

























