O ex-prefeito Fernando Haddad, durante a convenção estadual do PT em São Paulo, que oficializou sua candidatura ao governo, fez duras críticas ao governador Tarcísio de Freitas e ao presidente argentino Javier Milei. Ele questionou a premiação concedida a Milei, referindo-se à medalha da Ordem do Ipiranga, e alegou que o argentino está submetendo sua população ao consumo de carne de burro.
Na ocasião, Haddad ironizou a baixa aprovação de Milei, que segundo ele estaria em 30%, e afirmou que a situação econômica na Argentina é tão grave que obriga os cidadãos a ingerirem carne equina. A fala ocorreu em meio a um discurso agressivo contra Tarcísio, que havia entregado a honraria a Milei mais cedo naquele dia.
Javier Milei, por sua vez, participou da convenção nacional do PL, onde discursou apoiando a candidatura de Flávio Bolsonaro. O presidente argentino alertou que o Brasil caminha para uma crise da dívida, atribuindo a falta de ajuste fiscal ao governo Lula e sugerindo que isso visa favorecer sua reeleição.
Contudo, a alegação de Haddad sobre o consumo de carne de burro tem origem em um projeto pontual e autorizado. Há dois anos, o produtor rural Julio Cittadini obteve permissão sanitária para vender carne de burro em um açougue e restaurante na cidade de Trelew, na Patagônia. Os pratos oferecidos incluíam churrasco, empanadas e linguiças feitas exclusivamente com essa proteína.
Julio Cittadini relatou que a iniciativa foi bem-sucedida, com grande procura e avaliações positivas. Ele comparou a carne de burro à bovina, destacando que é mais escura e possui menos gordura. Ainda assim, trata-se de um caso isolado, não representando uma prática generalizada na Argentina.
Em relação à aprovação de Milei, pesquisa AtlasIntel recente aponta que cerca de 40% dos argentinos aprovam seu governo. A desaprovação, que era de 63% no mês passado, recuou para 58%, indicando uma leve recuperação na popularidade do presidente.
Fonte: Brasil Paralelo Notícias































