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PREVISÕESSuper El Niño: veja impactos previstos para cada região do Brasil

Fenômeno climático extremo deve provocar secas, chuvas intensas e ondas de calor no país.

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A chegada oficial do super El Niño, confirmada na última quinta-feira (16), já começa a alterar o clima brasileiro. O fenômeno deve trazer consequências variadas para cada região, com previsão de secas prolongadas, chuvas torrenciais e aumento na frequência de eventos extremos.

De acordo com a mais recente atualização da NOAA, a probabilidade de a temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial ultrapassar 2°C entre outubro e dezembro subiu para 81%. Isso classifica o evento como “muito forte”.

Ainda segundo a agência americana, há 96% de chance de o El Niño persistir entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027, o que significa que seus efeitos podem se estender até o segundo semestre do próximo ano.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) divulgou em maio uma análise detalhada dos impactos esperados para cada área do país. As projeções se baseiam em episódios anteriores de super El Niño.

Na região Norte e parte do Centro-Oeste, a expectativa é de redução das chuvas e aumento das temperaturas, elevando o risco de secas prolongadas. A principal preocupação é com a geração de energia nas bacias dos rios Xingu, Madeira e Tocantins-Araguaia, além da pressão sobre os preços da energia e da qualidade da água.

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Na Amazônia e no Pantanal, o calor intenso combinado com a possibilidade de seca aumenta o risco de incêndios florestais. O cenário pode ser agravado pelo uso criminoso do fogo. Na Amazônia, a evolução das condições ainda é incerta devido ao volume incomum de chuvas registrado anteriormente. Já o Pantanal permanece em estado de alerta máximo por causa do tempo seco.

Na região Sul, entre setembro e dezembro, a previsão indica chuvas mais volumosas e persistentes. O risco de enchentes, enxurradas e deslizamentos aumenta no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. Porto Alegre continua em estado de atenção máxima, pois ainda se recupera de eventos climáticos anteriores.

Já no Sudeste e no Centro-Oeste, as ondas de calor devem se tornar mais frequentes, acompanhadas por baixa umidade do ar. Essa combinação preocupa autoridades de saúde e o setor produtivo. A saúde pública é um dos setores mais impactados, assim como a produção agrícola e a segurança hídrica local.

No oceano, a NOAA aponta que cerca de 10% das áreas monitoradas no planeta já apresentam branqueamento de corais em 2026. O El Niño pode intensificar esse processo. No Brasil, Maracajaú (RN) e a Baía de Todos-os-Santos (BA) já registram alerta inicial para o fenômeno.

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Segundo o Greenpeace, os impactos mais severos devem atingir principalmente comunidades com menor capacidade de adaptação, como populações periféricas, indígenas, ribeirinhas, costeiras e agricultores familiares. Dados da plataforma AdaptaBrasil mostram que dois em cada três municípios brasileiros têm baixa ou muito baixa capacidade adaptativa às mudanças climáticas. Essa fragilidade pode fazer a diferença entre uma crise administrável e uma tragédia provocada por eventos climáticos extremos.

Fonte: Diário do Brasil Notícias

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