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MEIO AMBIENTEConservação e desenvolvimento sustentável marcam ações na APA Lago do Amapá

O governo do Acre, via Sema, executa o Programa de Resiliência Socioambiental na APA Lago do Amapá, unidade de 5.202 hectares criada em 2005, visando segurança hídrica, restauração florestal e bioeconomia.

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A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) do Acre intensifica iniciativas de preservação e fomento ao desenvolvimento sustentável na Área de Proteção Ambiental (APA) Lago do Amapá, localizada em Rio Branco. A região integra o Programa de Resiliência Socioambiental, que abrange ações voltadas à segurança hídrica, recuperação de ecossistemas, bioeconomia e governança comunitária. O projeto é conduzido pelo governo estadual com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), via Unesco, e financiamento do Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, em parceria com o Consórcio da Amazônia Legal (CAL) e o governo do Canadá.

Criada em 2005, a APA Lago do Amapá abrange aproximadamente 5.202 hectares em área estratégica da capital acreana, próxima à Via Verde, ao Rio Acre e ao Riozinho do Rôla. A unidade de conservação de uso sustentável abriga comunidades rurais e urbanas, agricultores familiares, pescadores e ribeirinhos, além de atividades produtivas e potenciais turísticos. O local também guarda referências históricas relacionadas ao antigo seringal Amapá. Seus objetivos primordiais incluem a preservação e recuperação da fauna e flora nativas, a proteção do lago do Amapá e dos cursos d’água adjacentes, a ordenação da ocupação territorial e a promoção de educação ambiental, ecoturismo e pesquisa científica.

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De acordo com Samyr Vieira de Farias, gestor da APA Lago do Amapá, a unidade desempenha papel crucial para Rio Branco ao assegurar a diversidade biológica e a segurança hídrica por meio da proteção do lago e demais corpos d’água. Ele destaca que, para as comunidades locais, a APA é fundamental para garantir o uso sustentável dos recursos naturais, melhorar as condições de sobrevivência e elevar a qualidade de vida. O gestor ressalta que a produção local e a conservação ambiental podem ser conciliadas na APA, com estímulo a práticas sustentáveis e ao fortalecimento da bioeconomia.

O diretor de Meio Ambiente da Sema e ponto focal do Programa de Resiliência Socioambiental, Erisson Cameli, afirma que a APA Lago do Amapá é estratégica para a iniciativa por concentrar recursos hídricos essenciais, biodiversidade, comunidades, produção rural e potencial turístico em um mesmo território. Ele explica que os eixos do programa — segurança hídrica, restauração florestal, bioeconomia e governança — estão diretamente conectados à realidade da unidade, que enfrenta desafios como degradação de áreas sensíveis, pressão urbana, queimadas e necessidade de ordenamento do uso público.

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O plano de manejo da APA Lago do Amapá, principal instrumento de gestão, organiza o território em oito zonas: Uso Restrito, Uso Moderado, Urbano-Industrial, Produção, Populacional, Adequação Ambiental, Interesse e Uso Público e Preservação. Cada zona possui regras específicas sobre atividades permitidas, permissíveis e proibidas, visando equilibrar conservação e uso sustentável. Entre os desafios atuais, a gestão aponta a necessidade de ampliar a segurança na área.

Fonte: Agência de Notícias do Acre

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