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ACREEducação indígena e rural do Acre avança com investimentos e melhorias na infraestrutura

Nos últimos oito anos, o governo do Acre investiu mais de R$ 53,5 milhões em manutenção e revitalização de escolas indígenas e rurais, ampliando acesso a internet, água potável e saneamento.

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A educação indígena e rural no Acre tem apresentado avanços significativos nos últimos oito anos, conforme dados divulgados pela Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE). Desde 2018, o governo estadual tem implementado políticas para equiparar a qualidade do ensino nessas áreas à da zona urbana, superando desafios logísticos típicos da região amazônica.

Segundo o secretário de Educação, Reginaldo Prates, a gestão da governadora Mailza Assis estabeleceu diretrizes para garantir que a educação indígena e do campo receba a mesma atenção da urbana. “Fazer educação na Amazônia é difícil, mas temos superado os desafios levando educação e esperança em todo o nosso estado”, afirmou.

Os números mostram evolução em indicadores de infraestrutura. Em 2018, apenas 6% das escolas rurais tinham acesso à internet; hoje, 33% contam com conectividade. O acesso a banheiros passou de 25% para 70%, e a água potável, de 37% para 61% das unidades, com a perfuração de poços nas comunidades escolares.

Entre 2022 e 2026, foram investidos mais de R$ 53,5 milhões em manutenção predial e revitalização de 144 escolas indígenas e 263 rurais, beneficiando 35.748 estudantes — sendo 6.021 indígenas e 29.727 da zona rural. As intervenções incluem pintura, substituição de telhas e barrotes, cercamento, instalação de pórticos, melhorias em salas, cozinhas, refeitórios e banheiros, além de caixas d’água e poços.

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O Acre se destaca na região Norte. As matrículas em escolas indígenas somam 12.505 alunos em 2026, representando 5,2% das matrículas da educação básica estadual, contra 0,8% da média nacional e 4,1% da média norte. Já na educação rural, são 80.830 matrículas (33,3% do total), superando as médias nacional (16,6%) e regional (28,9%).

Municípios como Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Cruzeiro do Sul, Sena Madureira, Assis Brasil, Feijó, Jordão, Santa Rosa do Purus e Tarauacá ofertam educação indígena. O secretário Reginaldo Prates destacou a complexidade logística, que envolve transporte por barcos e aviões, e ressaltou que os resultados colocam o Acre em evidência no cenário regional.

Fonte: Agência de Notícias do Acre

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