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ACREAPA Igarapé São Francisco é estratégica para segurança hídrica e desenvolvimento sustentável em Rio

Unidade de conservação estadual protege recursos hídricos, biodiversidade e comunidades, com apoio do Programa de Resiliência Socioambiental da Sema, Unesco e governo do Canadá.

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O governo do Acre, por intermédio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), vem consolidando as ações de conservação e manejo integrado da Área de Proteção Ambiental (APA) Igarapé São Francisco. A unidade de conservação é considerada estratégica para a proteção dos recursos hídricos, da biodiversidade, da agricultura familiar e do ordenamento territorial em Rio Branco e em parte do município de Bujari.

Criada pelo Decreto Estadual nº 12.310, de 14 de junho de 2005, a APA Igarapé São Francisco é uma Unidade de Conservação de uso sustentável. Entre seus objetivos estão preservar e recuperar remanescentes da fauna e flora locais, proteger o igarapé São Francisco e seus afluentes, ordenar a ocupação na área de influência do curso d’água e promover educação ambiental, pesquisa científica, conservação de valores culturais e históricos, além do desenvolvimento sustentável.

A APA integra o Programa de Resiliência Socioambiental, executado pela Sema em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e financiado pelo Fundo Brasil-ONU para o Desenvolvimento da Amazônia, com o Consórcio da Amazônia Legal (CAL), por meio de doação do governo do Canadá. A iniciativa abrange ações de governança, restauração florestal, segurança hídrica, bioeconomia, educação ambiental e participação social, com foco nas APAs Igarapé São Francisco e Lago do Amapá.

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De acordo com documentos técnicos da unidade, o território da APA apresenta forte relação com a bacia do igarapé São Francisco, englobando áreas rurais, trechos sob pressão da expansão urbana, produção familiar, fragmentos florestais, cursos d’água e referências históricas relevantes para a capital acreana. O gestor da APA, Ricardo Plácido, destacou que o igarapé São Francisco é o segundo maior afluente do Rio Acre, que abastece a capital, e que vários bairros estão em sua zona de influência.

Ricardo Plácido afirmou que, por ser uma Área de Proteção Ambiental, o território está legalmente protegido contra o avanço do desmatamento de suas florestas. Segundo ele, a cobertura florestal dos remanescentes de mata é crucial para a promoção dos serviços ecossistêmicos, como a regulação das chuvas locais. Ele também lembrou que comunidades residentes podem ser beneficiadas por programas de gestão voltados à construção de alternativas sustentáveis de desenvolvimento local.

O diretor de Meio Ambiente da Sema e ponto focal do Programa de Resiliência Socioambiental, Erisson Cameli, explicou que a escolha da APA Igarapé São Francisco se deve à sua importância ambiental, hídrica e social para Rio Branco. Para ele, o uso sustentável do território fortalece a produção familiar, a segurança alimentar e a geração de renda nas comunidades. Cameli acrescentou que o programa contribui para ações de recuperação de áreas degradadas, proteção de nascentes, cuidado com Áreas de Preservação Permanente (APPs) e valorização dos cursos d’água, reduzindo vulnerabilidades e melhorando a qualidade ambiental.

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Fonte: Agência de Notícias do Acre

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