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MAGNITSKY IIGoverno Trump avalia reaplicar sanções ao ministro Alexandre de Moraes

Casa Branca estuda retomar sanções da Lei Magnitsky contra Moraes, segundo o Financial Times.

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O governo dos Estados Unidos voltou a considerar a imposição de sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em mais um capítulo do tenso relacionamento entre Washington e Brasília. A informação foi divulgada neste domingo (16) pelo jornal britânico Financial Times, que citou fontes familiarizadas com as discussões internas da administração do presidente Donald Trump.

De acordo com a publicação, a equipe de Trump avalia reativar as penalidades previstas na Lei Global Magnitsky, instrumento americano utilizado para punir estrangeiros acusados de corrupção ou graves violações de direitos humanos. Apesar das deliberações, ainda não há decisão definitiva sobre a aplicação da medida nem um cronograma para sua execução.

Moraes já foi alvo dessas sanções em julho de 2025, quando o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, o acusou de liderar uma campanha de censura, realizar detenções arbitrárias e conduzir processos de caráter político, incluindo ações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

As sanções, no entanto, foram revogadas em dezembro do mesmo ano, menos de cinco meses após serem impostas, num momento em que Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscavam aproximação. Na ocasião, as punições também atingiam a esposa de Moraes e uma empresa ligada à família do ministro.

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Agora, conforme o Financial Times, o interesse do governo americano em Moraes voltou a aumentar, impulsionado por uma investigação que reacendeu o debate sobre liberdade de imprensa no Brasil. O ministro autorizou operações policiais contra um jornalista e duas pessoas identificadas como prováveis fontes de reportagens que envolviam o ministro Flávio Dino e seus familiares.

Moraes justificou que as informações teriam sido obtidas e divulgadas ilegalmente, e que a publicação colocaria em risco a segurança da família do magistrado. O Departamento de Estado e a Casa Branca não responderam aos pedidos de comentário do jornal, e o STF também não se manifestou até o fechamento da reportagem.

Fonte: Jovem Pan

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