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OLHO NO OLHOJaques Wagner quer decidir saída da liderança apenas com Lula

Senador afirma que timing da saída deve ser acordado diretamente com o presidente, rejeitando pressões de ministros.

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O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou a aliados que somente ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva devem definir o momento de sua possível saída da liderança do governo no Senado. A informação foi repassada por pessoas próximas ao parlamentar.

Segundo interlocutores, Wagner considera que, devido à amizade e à parceria política de quase cinco décadas com Lula, a decisão precisa ser tomada em comum acordo. O objetivo é evitar que o afastamento seja interpretado como uma demissão pública.

A pressão para que o senador deixe o cargo aumentou depois que ele foi alvo de uma operação da Polícia Federal na quinta-feira (18), no âmbito do caso Master. Ministros do Palácio do Planalto passaram a defender que Wagner tome a iniciativa e peça para sair da liderança.

O temor desses auxiliares presidenciais é que o episódio prejudique a campanha de reeleição de Lula. A oposição já utiliza o caso para tentar desgastar a imagem do atual chefe do Executivo.

Pessoas próximas a Jaques disseram à reportagem, sob condição de anonimato, que o parlamentar baiano “não é apegado” ao cargo e não insistiria em permanecer caso isso pudesse prejudicar Lula. No entanto, o senador se irritou com o que considera um movimento orquestrado de alguns ministros para apressar sua saída.

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Aliados de Wagner lembram que Lula também agiu com cautela quando Juscelino Filho (União Brasil) deixou o Ministério das Comunicações. Na ocasião, o então ministro só saiu após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República.

Conforme noticiado pela coluna, o senador quer ajustar a narrativa para que sua saída não seja vista como um pré-julgamento. Ele ainda não é réu no inquérito que motivou a operação da PF. “Jaques não é apegado. O ponto é o gesto. Ninguém pode pré-julgar. Ele tem direito à presunção de inocência”, afirmou um aliado.

A expectativa é que Lula e Wagner se reunam nesta semana em Brasília para bater o martelo sobre o futuro do senador na liderança. O encontro deve ocorrer entre terça (23) e quarta-feira (24).

Fonte: Metrópoles

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