A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) voltou a se manifestar contra o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), após declarações dele em entrevista à revista Veja. Na ocasião, Ciro afirmou que Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro são “rigorosamente iguais” em termos de política econômica e disse que apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a Presidência “não está em discussão”.
Michelle utilizou as redes sociais para compartilhar um vídeo do presidente do movimento ‘Liberta Brasil’, Clayton Prudêncio, que defendeu a posição dela contra uma aproximação entre o PL e Ciro no Ceará. Em seguida, a ex-primeira-dama afirmou que gravará um vídeo para explicar os desdobramentos no estado.
“Nunca foi ‘para tirar o PT’, e sim por projetos de poder. Já gravei um vídeo explicando o que aconteceu no Ceará e vou publicá-lo em breve”, escreveu Michelle, reforçando sua oposição a alianças com o ex-governador.
No material compartilhado, Clayton Prudêncio diz que Michelle “tinha razão” ao tentar impedir um acordo político entre integrantes do PL e Ciro Gomes. A declaração se deu após a entrevista em que Ciro comparou Lula e Bolsonaro e descartou apoio ao filho do ex-presidente.
A postura de Michelle gerou reações dentro do entorno de Bolsonaro. O senador Flávio Bolsonaro classificou a atitude da madrasta como “autoritária” e disse que ela teria se antecipado a uma decisão que o próprio ex-presidente já havia autorizado.
Michelle foi uma das principais vozes contrárias às negociações entre o PL do Ceará e Ciro Gomes. Esteve no estado para apoiar a candidatura do senador Eduardo Girão (Novo-CE) ao governo e afirmou que Ciro não representa a cultura política ligada a Jair Bolsonaro.
Na entrevista, Ciro Gomes detalhou as semelhanças que vê entre Lula e Bolsonaro. “Tirando a estética, os dois são rigorosamente iguais: câmbio flutuante, superávit primário, meta de inflação, autonomia selvagem do Banco Central, política de paridade de preço internacional da Petrobras, reforma da Previdência, privatização fraudulenta”, afirmou.
O ex-governador também foi taxativo ao descartar apoio ao senador Flávio Bolsonaro. “A nossa desavença nacional com o PL é insuperável. Apoiar Flávio Bolsonaro não está em discussão. Se estivesse, nós não tínhamos nem sentado para conversar sobre a aliança regional”, declarou.
Em 2025, Michelle já havia se posicionado contra a possibilidade de aliança entre o PL e Ciro Gomes, posição que reafirmou após as recentes declarações do político cearense.
Fonte: ND+






























