O cantor norte-americano Oliver Tree, vítima de um acidente aéreo no Rio de Janeiro, havia definido em vida um destino peculiar para sua herança. Em entrevista concedida em abril, ele revelou os detalhes de seu testamento, que previa que sua fortuna não fosse para parentes.
Tree afirmou que não acreditava ser dono de riqueza alguma e, por isso, determinou que nenhum membro de sua família recebesse qualquer valor após sua morte. A declaração foi feita durante participação no programa Zach Sang Show.
O artista explicou que criou uma fundação chamada Bolsas de Arte para Jovens Gênios do Dr. Oliver Tree. A ideia era que os rendimentos gerados por suas músicas financiassem perpetuamente novos talentos artísticos.
Ele também estabeleceu um comitê responsável por decidir, anualmente, quem receberia os recursos. Esse grupo seria formado por colaboradores que trabalharam com ele em projetos musicais, cinematográficos e artísticos durante sua carreira.
Tree mencionou ainda que garantiria a educação universitária de seus filhos, mas sem criar uma situação de privilégio excessivo. A prioridade era que o dinheiro retornasse ao meio artístico, apoiando outros criadores.
O cantor morreu no domingo 14 de junho, em um acidente envolvendo dois helicópteros no bairro do Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio. Seis pessoas estavam nas aeronaves, e todas faleceram.
No primeiro helicóptero estavam o piloto Alexandre Souza, o produtor Lucas Brito Chaves Frota, Oliver Tree, o diretor Lucas Vignale e o youtuber Gaspar Prim. A segunda aeronave era pilotada por Charles Marsillac.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, um dos helicópteros seguia para Angra dos Reis, enquanto o outro realizava um procedimento de abastecimento. As causas da colisão ainda são investigadas.
Oliver Tree tinha 32 anos e era conhecido por hits como When I’m Down (2017) e Life Goes On (2021). Nas redes sociais, ele somava mais de 2,3 milhões de seguidores e compartilhava conteúdos de humor e bastidores da carreira.
Antes do acidente, ele planejava iniciar uma turnê em 1º de julho. A morte do artista gerou comoção entre fãs e colegas de profissão, que destacaram seu legado musical e sua visão filantrópica.
Fonte: Metrópoles































