Estados Unidos e Irã chegaram a um entendimento no último domingo (14) que prevê o fim do conflito entre as duas nações, que se arrastava por quase quatro meses. A previsão é que o tratado seja oficialmente assinado na próxima sexta-feira (19).
De acordo com autoridades iranianas, o Estreito de Ormuz, que permaneceu bloqueado durante o período de hostilidades, poderá ser reaberto ao tráfego marítimo dentro de até 30 dias após a assinatura do acordo.
Conhecido como uma artéria vital para o setor petrolífero, o estreito é responsável por movimentar aproximadamente 20% de todo o petróleo consumido no planeta. Sua interdição nos últimos meses gerou forte turbulência nos mercados globais de energia.
O anúncio do pacto de paz, inclusive, provocou uma queda imediata nas cotações internacionais do petróleo já na abertura dos negócios na segunda-feira (15).
O estreito conecta o Golfo Pérsico, ao norte, com o Golfo de Omã, ao sul, desaguando no Mar da Arábia. Em seu trecho mais estreito, a passagem tem apenas 33 quilômetros de largura, com canais de navegação que não ultrapassam três quilômetros em cada sentido.
Dados da plataforma de monitoramento marítimo Vortexa indicam que, entre o começo de 2022 e maio de 2025, entre 17,8 milhões e 20,8 milhões de barris diários de petróleo bruto, condensado e combustível transitaram pelo local.
Grandes exportadores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque, dependem do estreito para escoar a maior parte de sua produção, especialmente para mercados asiáticos.
Durante o fechamento, houve graves desabastecimentos em diversas regiões do mundo. Países como Emirados Árabes e Arábia Saudita têm buscado rotas alternativas para reduzir sua vulnerabilidade em relação a Ormuz.
O Catar, um dos maiores exportadores globais de gás natural liquefeito, também envia praticamente toda a sua produção através do estreito.
Segundo a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos, até junho de 2024 existia uma capacidade ociosa de cerca de 2,6 milhões de barris por dia nos oleodutos da região, que poderiam ser utilizados para desviar o fluxo em caso de novos bloqueios.
Fonte: G1































