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ACREDeracre e construtora vistoriam ponte desabada em Sena Madureira para elaborar laudo técnico

Presidente do Deracre e sócios da Construtora Cidade realizaram vistoria na ponte Frei Paolino Baldassari, que desabou em Sena Madureira. Laudo técnico apontará causas do acidente.

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A presidente do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), Sula Ximenes, esteve presente nesta terça-feira, 9, no local do desabamento da ponte Frei Paolino Baldassari, ocorrido no dia 5 de abril em Sena Madureira. Acompanhada dos sócios da Construtora Cidade, a vistoria técnica teve como objetivo coletar dados para a elaboração de um laudo técnico que identificará as causas do incidente.

Segundo Ximenes, a análise incluirá materiais e a estrutura afetada. O documento final, que ainda não tem data para conclusão, deverá fornecer informações preliminares sobre as medidas necessárias. “Esse laudo não fica pronto de imediato, mas já teremos informações preliminares sobre as providências que deverão ser adotadas”, explicou a presidente do Deracre.

À tarde, está prevista uma reunião com a governadora Mailza Assis, na qual a construtora apresentará as primeiras ações a serem implementadas. A presidente ressaltou a importância de não deixar a população desassistida. Enquanto a ponte permanece interditada, o governo estadual disponibilizou uma catraia para garantir a travessia, com possibilidade de ampliação do serviço, se necessário.

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O Deracre também avalia intervenções emergenciais na estrada Mário Lobão, construída em 2022. Ximenes afirmou que equipes técnicas serão enviadas para verificar as condições da via e avaliar a possibilidade de recuperação por meio de tapa-buracos. “Não se trata de uma situação que se resolva de um dia para o outro”, destacou.

O sócio da Construtora Cidade, Raul Santos, relatou que, após os primeiros sinais de problemas, o engenheiro-chefe da obra recomendou a interdição da ponte, que ocorreu dois dias antes do desabamento. “Essa medida foi fundamental para evitar uma tragédia ainda maior”, afirmou. A empresa, que atua há 57 anos e já construiu mais de 20 pontes no Acre, trouxe especialistas em estruturas e geologia para aprofundar os estudos.

Santos indicou que há indícios de movimentação de solo como causa provável, com fraturas e rachaduras visíveis nas barrancas do rio. “Todos os estudos geotécnicos e sondagens exigidos foram realizados, mas esses movimentos de terra são difíceis de detectar com precisão”, disse. A empresa pretende acelerar a retirada dos escombros em parceria com o governo estadual.

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Sobre possíveis impactos nas residências próximas, Ximenes informou que não há, no momento, documento que indique necessidade de remoção de moradores. “Assim que os resultados das vistorias forem concluídos, a população será devidamente informada”, concluiu.

Fonte: Agência de Notícias do Acre

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