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POLÍTICAFlávio Bolsonaro pede rigor e transparência em investigação da PF contra Ciro Nogueira

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como “grave” a Operação Compliance Zero da Polícia Federal contra Ciro Nogueira (PP-PI), seu aliado e ex-ministro, pedindo apuração rigorosa e transparente dos fatos.

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O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), classificou como “grave” a Operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF) que teve como alvo o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Nogueira é um aliado próximo de Flávio e foi ministro da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro (PL).

Em nota oficial, o parlamentar do PL afirmou que os fatos devem ser apurados com “rigor e transparência pelas autoridades competentes, sempre com respeito ao devido processo legal”. Flávio Bolsonaro aproveitou a ocasião para expressar confiança na relatoria do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), conduzida pelo ministro André Mendonça, indicado à Suprema Corte pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. “Confiamos na relatoria do caso Master, conduzida pelo ministro André Mendonça, e esperamos uma ampla apuração”, declarou.

A manifestação de Flávio ocorre após ele ter, em ocasião anterior, elogiado Ciro Nogueira como um potencial nome para vice-presidente em sua chapa. Na época, Flávio destacou a lealdade do político piauiense à família Bolsonaro, sua origem nordestina e a força de seu partido, além de sua atuação como ministro do ex-presidente.

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A Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, investiga supostos repasses mensais de até R$ 500 mil do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para o senador Ciro Nogueira. O parlamentar foi alvo de busca e apreensão na quinta fase da operação, realizada nesta quinta-feira (7/5), em sua residência no Lago Sul, em Brasília.

Segundo os investigadores da PF, a relação entre o senador e o banqueiro supostamente “extrapolava a mera amizade, o vínculo fraternal ou atuação política regular”, configurando trocas financeiras e políticas. Entre as trocas apontadas pela apuração, destacam-se:

  • a aquisição de participação societária avaliada em aproximadamente R$ 13 milhões pelo valor de R$ 1 milhão;
  • repasses mensais que, segundo relatos, teriam evoluído de R$ 300 mil para R$ 500 mil;
  • a disponibilização gratuita de um imóvel de alto padrão por tempo indeterminado;
  • e o pagamento de hospedagens, deslocamentos e outras despesas de viagens internacionais de alto custo.

Fonte: Metrópoles

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