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🇧🇷 NA CARA DURA!

Gilmar Mendes chama governo Bolsonaro de “autoritarismo populista”

Ministro do STF volta a atacar o ex-presidente e reforça narrativa que associa conservadorismo à tentativa de golpe
Gilmar Mendes critica governo Bolsonaro e o chama de “autoritarismo populista”. Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo.

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⚖️ Gilmar Mendes reforça discurso político contra Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, classificou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como uma forma de “autoritarismo populista”. A declaração foi dada durante o 28º Congresso Internacional de Direito Constitucional do IDP, em Brasília, na noite de terça-feira (21).

Sem citar diretamente o nome do ex-presidente, Gilmar afirmou que o país viveu um período em que “o tribunal se tornou o maior alvo da ação política dirigida pelo próprio presidente da República”. Segundo ele, o antigo governo teria “inventado que as urnas tinham falhas” como parte de uma estratégia para descredibilizar o processo eleitoral e justificar uma “tentativa de golpe de Estado”.

🧩 A retórica da “defesa da democracia”

Gilmar Mendes é coordenador e sócio do IDP, instituição privada que recebe recursos públicos e abriga frequentes eventos com forte viés político e ideológico. Em seu discurso, o ministro voltou a sustentar que o STF teria “resistido institucionalmente para que a democracia sobrevivesse”.

Para o magistrado, o Brasil pode hoje “se apresentar ao mundo como uma história de sucesso constitucional” — uma leitura que ignora as controvérsias sobre a politização do Judiciário, as prisões sem trânsito em julgado e o uso de inquéritos sigilosos para perseguir adversários políticos.

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Analistas conservadores apontam que, ao adotar uma retórica de “defesa da democracia”, Gilmar Mendes redefine o conceito de Estado de Direito, colocando o Supremo como árbitro supremo da política nacional, e não como guardião da Constituição.

💬 Discurso alinhado a novas condenações

Durante o mesmo evento, o STF concluiu o julgamento de sete réus acusados de disseminar fake news sobre as urnas eletrônicas. Por maioria, o tribunal entendeu que os condenados atuaram para “deslegitimar o processo eleitoral e pressionar as Forças Armadas”.

O ministro Flávio Dino, último a votar, afirmou que existe “relação direta entre desinformação e os atos de 8 de janeiro de 2023”. Já o ministro Luiz Fux foi o único a divergir, citando o caso da auditoria feita pelo PSDB nas eleições de 2014 como exemplo de crítica legítima sem ameaça institucional.

A coincidência entre o evento acadêmico e o desfecho de mais uma condenação de críticos do sistema eleitoral reforçou, segundo observadores, o caráter politicamente sincronizado das manifestações do Supremo.

⚠️ STF e a politização do discurso jurídico

As declarações de Gilmar Mendes e o posicionamento de outros ministros do STF mostram uma tendência preocupante: a judicialização da política e a politização da Justiça.

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Enquanto o país enfrenta desafios econômicos e sociais, parte da Suprema Corte atua como porta-voz de uma agenda ideológica, ampliando a tensão entre os Poderes e corroendo a confiança pública nas instituições.

Para o campo conservador, o Supremo tem ultrapassado suas funções constitucionais, convertendo divergência política em crime e transformando a crítica em ameaça à democracia — uma prática típica de regimes autoritários que se dizem democráticos.

Reportagem | Portal Acre Conservador
*Com informações de Danúzio News / CNN / Poder 360 / Revista Oeste.

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