Menu

🟥 ESTADO DE DIREITO

Pacote da Liberdade Parlamentar reforça independência do Congresso

Fim do foro privilegiado é arma contra impunidade e chantagem judicial, dizem conservadores
Conjunto de propostas visa alterar a forma como parlamentares são investigados e processados. Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados.

publicidade

Um conjunto de medidas, agora rebatizado de “Pacote da Liberdade Parlamentar”, vem ganhando apoio firme no Congresso, especialmente entre parlamentares conservadores, que o articulam como um instrumento legítimo de preservação da autonomia institucional e combate à impunidade.

Por que chamar de “Pacote da Liberdade Parlamentar”?

O pacote foi elaborado sob liderança de partidos como PL, União Brasil, PP, PSD e Novo, com coordenação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), como resposta à crescente pressão judicial sobre parlamentares. Eles acusam o STF, em especial ministros como Alexandre de Moraes, de instrumentalizar o foro privilegiado para chantagear e impedir a atuação independente do Legislativo.

O que prevê o pacote:

  • Fim do foro privilegiado no STF, com transferência dos processos para tribunais de segunda instância (TRFs ou STJ), só com aval do Legislativo.
  • Autorização prévia da Casa para buscas e apreensões em gabinetes parlamentares.
  • Prisão permitida apenas em flagrante por crime inafiançável.
  • Controle legislativo sobre inquéritos, impedindo arbitrariedade judicial.

O que dizem os conservadores

Leia Também:  Magno Malta propõe “Dia Nacional da Vergonha”

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) chamou o foro privilegiado de instrumento eficaz de impunidade e chantagem. Ele afirma que o Supremo, ao ampliar o foro para casos anteriores ao mandato, busca subordinar o Legislativo.

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL‑RN), comparou o foro a um escudo que enfraquece a liberdade de expressão parlamentar. Para ele, extinguir esse privilégio significa igualar todos diante da lei e retomar a soberania do Congresso.

O senador Reguffe destacou que o foro privilegiado é o “fermento da impunidade” e sobrecarrega o STF com mais de 90 mil processos — comparativamente muito acima de cortes superiores em outros países.

Eficácia na prática

Dados históricos mostram que, entre 1998 e 2006, de 613 processos com foro privilegiado, apenas 22 foram julgados — clara demonstração de ineficiência e privilégio sem consequências.

É preciso reforçar que essa reforma representa uma carta de alforria institucional — devolve ao Legislativo a liberdade de exercer seu papel sem temer retaliações judiciais. Ao limitar o foro, fortalece-se a separação dos Poderes e evita-se que juízes se tornem agentes políticos.

Leia Também:  Carta de Sóstenes denuncia antidemocracia ao mundo

🧭 O Pacote da Liberdade Parlamentar é a defesa legítima do poder eleito contra o ativismo judicial. Acabar com o foro privilegiado não é impunidade, é igualar todos sob a lei — combater uma cultura onde ministros podem pressionar parlamentares a preço de chantagem.

Quem tem medo da rede justa não deseja a liberdade; teme a transparência. Proteger o Legislativo do arbítrio é garantir a democracia.

📢 Continue com a gente

O Portal Acre Conservador seguirá acompanhando essa pauta decisiva, explicando cada etapa e defendendo a autonomia institucional do Parlamento contra os abusos judiciais. Aqui, a informação vê com os olhos da liberdade e da verdade.

👉 Reportagem – Portal Acre Conservador
* Com informações da Agência Senado / UOL Notícias / Gazeta do Povo / Diário do Povo

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade