O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não perdeu terreno entre mulheres e eleitores evangélicos, mesmo após os ataques públicos feitos pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro nos últimos dias. É o que revela a mais recente pesquisa do instituto BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (29).
Realizado entre os dias 26 e 28 de junho e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08521/2026, o levantamento mostra o pré-candidato com 36% das intenções de voto entre as mulheres em um eventual segundo turno. Na sondagem anterior, feita entre 12 e 14 de junho, o índice era de 37%.
Em maio, quando o mesmo instituto divulgou outra pesquisa, o percentual era de 35%. As variações, consideradas mínimas, estão dentro da margem de erro de 3 pontos percentuais para o subgrupo por sexo.
Os números confirmam uma tendência já observada nas redes sociais: segundo levantamento da Quaest, 31% dos internautas declararam apoio a Michelle e 42%, a Flávio. Nas simulações de segundo turno com eleitores evangélicos, cuja margem de erro é de 4 pontos, o senador foi de 54% em maio para 59% em meados de junho e, agora, aparece com 60%.
No cenário nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 47% das intenções de voto, contra 44% de Flávio. A diferença entre os dois caiu de 6 para 3 pontos percentuais em relação ao último levantamento. Em meados de junho, Lula tinha 49%, enquanto o senador marcava 43%.
Os vídeos publicados por Michelle na semana passada criticam a aliança de Flávio com Ciro Gomes no Ceará e os ataques sofridos por ela após seu apoio ao senador Eduardo Girão (Novo-CE). Na gravação, ela narra que Flávio a criticou publicamente antes de atendê-la ao telefone.
“Telefonei para ele, tentei algumas vezes, mas ele não atendeu. Algumas horas depois da postagem, ele retornou a ligação. Mas, sinceramente, para falar o que ele me falou, seria melhor se ele não tivesse ligado. Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou no telefone”, disse Michelle, acrescentando que o enteado afirmou que ela recém-chegada à política “não entendia nada” do assunto e deveria se manter afastada das decisões partidárias.
Fonte: O Sul































