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SEGURANDO O BASTÃOCelina Leão reafirma que Michelle Bolsonaro mantém candidatura ao Senado

Governadora do DF disse que ex-primeira-dama continua habilitada para concorrer em 2026, apesar de ter deixado presidência do PL Mulher.

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A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), declarou nesta quarta-feira (1º de julho) que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro permanece como candidata viável para as eleições de 2026. Michelle é cotada para disputar uma vaga no Senado pelo DF.

A declaração foi feita após a governadora se encontrar com Michelle na noite de terça-feira (30 de junho) no Palácio do Buriti. O encontro contou com a presença da senadora Damares (Republicanos). A reunião ocorreu depois que Michelle comunicou a Valdemar Costa Neto sua saída da presidência do PL Mulher, cargo do qual renunciou. Houve ainda ameaça de deixar o partido.

“Michelle continua filiada. Ela deixou a presidência do PL Mulher, em decisão conjunta com o marido”, afirmou Celina. “Não há qualquer renúncia à candidatura, nenhuma outra deliberação além de se afastar da liderança do Movimento PL Mulher. Isso foi acertado com o esposo dela, mas não significa ruptura ou rompimento, absolutamente nada disso”, completou.

Celina disse que ela e Damares reforçaram a Michelle a relevância de sua permanência na vida pública. “Nós, mulheres, não podemos desistir. Somos minoria, pouquíssimas, e precisamos estar na política, mesmo com críticas e incompreensões. Acho que ela entendeu quando dissemos isso. Hoje Michelle representa muita coisa. Ela não está abandonando a direita, nem o marido, nem o projeto que ele abençoou”.

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Segundo a governadora, a decisão de Michelle de se afastar do PL Mulher está ligada à rotina de cuidados com o marido. “Ela não consegue cumprir as agendas do partido. É cobrada por isso. Então optou por sair para cuidar do marido. Precisa desse tempo. Não tem autorização judicial para dividir ajuda dentro de casa, então faz tudo sozinha”.

Embora tenha mencionado o atrito entre Michelle e Flávio Bolsonaro, Celina afirmou que isso não provocará racha na direita. “A direita está unida. Não há divisão entre ela e o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Houve um momento de desabafo, mas a direita seguirá junta. Michelle estará junto e está habilitada a ser candidata”, acrescentou.

Nos últimos dias, Michelle tornou público um desentendimento com o senador e enteado Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ela declarou ter se sentido desrespeitada durante uma conversa telefônica sobre articulações partidárias no Ceará.

Fonte: Metrópoles

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